Trabalhadores no Banco do Brasil e nos bancos privados se solidarizam com bancários na CAIXA

Os trabalhadores no Banco do Brasil e nos bancos privados que atuam no país são solidários à luta dos trabalhadores na Caixa Econômica Federal. Depois de conseguirem um bom avanço nas negociações com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), a categoria está mobilizada para arrancar, também na Caixa Econômica Federal, uma boa negociação nas cláusulas específicas.

A proposta da Fenaban se estende aos bancos públicos e privados. Contudo, na Caixa e no Banco do Brasil há uma pauta de reivindicações específicas. O principal entrave nas negociações com os representantes dos bancários na Caixa está relacionado à isonomia de direitos entre os trabalhadores admitidos antes e depois de 1998. Porém, na noite de ontem, o banco ameaçou entrar na Justiça do Trabalho, caso os trabalhadores na Caixa não aceitem a proposta.

Na manhã de hoje (5), no Centro Administrativo da Caixa Econômica Federal da Praça Carlos Gomes, em Curitiba, a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Marisa Stédile (trabalhadora bancária no Itaú), fez um pronunciamento aos trabalhadores, enaltecendo a luta de todos na busca por novas conquistas. “A proposta da Caixa é inconsistente e insuficiente pelo nível de mobilização dos trabalhadores. Este é o momento de erguer a cabeça e dizer: chega! A categoria precisa ser tratada com respeito e dignidade”.

Gilberto Reck, trabalhador bancário no Banco do Brasil e representante da FETEC-CUT-PR (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná) nas negociações com o BB, avalia que o momento é de união da categoria em favor das lutas dos bancários na Caixa. Conforme afirmou, a postura adotada pela administração da instituição, que quer ajuizar dissídio coletivo fere a democracia, a liberdade e autonomia sindical “não temos outra alternativa a não ser repudiar essa ameaça. Questões de natureza econômica devem ser discutidas entre o banco e o movimento sindical e não na Justiça do Trabalho”, explicou.

Proposta da Caixa – A proposta dos gestores da Caixa é: reajuste salarial de 6% (Fenaban), PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 56% do salário-base mais um fixo de R$ 614 e valor adicional de R$ 600, conversão de até 30 dias da licença-prêmio mais a Apip (Ausência Permitida para Tratar de Interesses Particulares) em espécie, PCS (Projeto de Unificação das Carreiras Administrativas), com cronograma a ser definido entre empregados e a Caixa, ampliação da bolsa de incentivo à graduação para 4.100 vagas, bolsa para cursos de idiomas – inglês, espanhol e japonês (de até R$ 1.200 por ano), antecipação do tíquete-refeição aos contratados até o 15º dia útil do mês, auxílio-creche a partir do 1º mês (hoje é a partir do 3º mês) e possibilidade de que os trabalhadores, atualmente no PMPP (Plano de Melhoria de Proventos e Pensões) possam aderir ao novo plano de benefícios do Funcef .

Por Edson Junior
FETEC-CUT-PR

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