A mesa bipartite de igualdade de oportunidades entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) retomou o calendário de reuniões após a campanha nacional da categoria. O encontro desta quinta-feira (12) teve como temas principais o ‘Programa de Prevenção e Enfrentamento à Violência Contra a Mulher’ e a implementação do ‘Canal de Denúncia’ para as bancárias vítimas de violência, conforme acordo assinado em março de 2020 e incorporado às Cláusulas 48 a 54 da Convenção Coletiva de Trabalho 2020-2022, assinada em setembro.

A mesa decidiu por intensificar as ações para enfrentamento da violência contra a mulher e contra o racismo já no mês de novembro, tendo em vista ser o Mês da Consciência Negra e também devido aos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, que compreende o período de 25 de novembro a 10 de dezembro.

A divulgação do canal é uma iniciativa da Contraf-CUT, junto aos sindicatos e federações e será assumida em conjunto pela Fenaban, que compreende a necessidade de tal campanha. “Hoje a gente tem um machismo enraizado na sociedade, e é fundamental termos ações permanentes sobre o tema para ampliarmos a conscientização e impedirmos os retrocessos. Além de auxiliarmos as mulheres a romperem o ciclo da violência, precisamos aprofundar esse debate e criar uma política para tratar essa questão”, avaliou a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis.

Além da campanha conjunta para divulgar o canal, a Contraf-CUT solicitou a retomada do calendário de reuniões, que foi atendida pela Fenaban. Os representantes dos bancos informaram que haverá uma reunião na primeira semana de dezembro, para capacitar cerca de 300 representantes das instituições bancárias e sistematizar as ações para o melhor acolhimento e atendimento das mulheres vítimas de violência. Na segunda semana de dezembro, a mesa torna a se reunir com o movimento sindical para apresentar as iniciativas feitas até então.

Na reunião desta quinta, os representantes da Fenaban informaram que após a incorporação do canal de atendimento às bancárias vítimas de violência, em setembro, registrou-se um aumento do número de bancárias que denunciaram casos de violência. O que indica que, a partir do momento em que o canal de atendimento foi incorporado à CCT, as vítimas passaram a procurar o atendimento nos bancos.

O debate sobre o atendimento das bancárias vítimas de violência foi levantado pela primeira vez pelo movimento sindical em fevereiro de 2019. Em março de 2020, após debate entre as partes, foi acordada a criação de um programa para as vítimas de violência doméstica e do canal de atendimento nos bancos. O acordo foi incorporado na CCT aprovada em setembro. A reunião desta quinta-feira teve por objetivo encaminhar a estruturação desse sistema de atendimento.

Combate ao Racismo

Almir Aguiar, secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, propôs na reunião que a mesa bipartite de igualdade de oportunidades também passasse a ter ações permanentes de combate ao racismo. “Não podemos ficar restritos só ao mês de novembro (Mês da Consciência Negra). Temos que tratar dessa questão diuturnamente”, disse Almir. Os representantes da Fenaban concordaram em criar uma ação permanente para tratar a questão.

A mesa concordou que é necessário que, tanto na questão de gênero como no combate ao racismo, sejam feitas duas frentes de trabalho. Uma de atendimento às vítimas e outra educativa e de conscientização, dentro dos bancos.

Fonte: Contraf-CUT

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