Durante metade do ano a casa da bancária Samara Carrasco El Husny é na agência que atende a Ilha do Marajó, no Pará. O barco gigante atravessa os rios amazônicos em busca da população em situação de maior vulnerabilidade social do Norte do país. “Eu sempre digo que esse lado da Caixa é o que faz ela ser diferente dos outros bancos. Os outros bancos não têm isso. Eu tenho muito orgulho do que a gente faz”, contou emocionada.

A agência-barco é uma das únicas formas que a população da Ilha do Marajó tem para receber os serviços bancários. Muitas vezes o atendimento vai além dos trabalhos do banco. “A população pergunta sobre tudo, como conseguir a aposentadoria e até informações de outros bancos. Somos bancários, psicólogos, advogados. De tudo um pouco”, destacou.

O primeiro contato de Samara com a agência-barco foi em 2017, quando foi trabalhar como voluntária. Mas foi em 2020, no início da pandemia, que ela se tornou parte da equipe. O ciclo de trabalho é extenso. São 26 dias navegando, depois todos voltam para ficar sete dias na capital, Belém. Quando tudo recomeça. Cada empregado faz seis ciclos por ano. “Tem uma agência no Marajó todo e se não fosse o barco as pessoas iam ter que viajar, gastar seu dinheiro para isso”, explicou a bancária.

E foi pagando o Auxílio Emergencial para os moradores da ilha que a bancária viu que seu trabalho faz a diferença para o país. Apesar da agência não trabalhar com dinheiro, é por meio dela que os beneficiários geram o código para sacar em lotéricas ou correspondentes bancários. “Aqui tem muitas histórias. Com o Auxílio Emergencial vi muitas pessoas que não sabiam que tinha direito a alguma coisa e já estava com parcelas acumuladas do auxílio. Tem muitas mulheres solteiras que já estavam passando fome e tinham quatro, cinco parcelas do auxílio para sacar”, relembrou.

São 18 anos trabalhando na Caixa e os dois últimos dedicados à agência-barco. Samara conta que a família sente saudades. E o noivo já aceitou a rotina. “Eu tenho um noivo e ele sente falta. Eu disse que era o que eu gostava e não teve jeito. Meus pais são idosos, sentem muito minha falta. Mas eu falo para o meu pai que é uma coisa que não tem como explicar. Só vivendo!”

Dia do Bancário

28 de agosto de 1951. Foi nesse dia que uma greve histórica iniciou o que seria um marco para a categoria bancária. A luta por reajuste salarial e melhores condições de trabalho durou 69 dias, com forte repressão contra os trabalhadores. O movimento grevista fez surgir sindicatos de bancários em vários pontos do país, unificando e fortalecendo a organização da categoria.

A data de 28 de agosto foi oficializada como Dia do Bancário por deliberação do 4º Congresso Nacional dos Bancários, em 1952, mas só em 1964 foi transformada em lei.

Neste Dia do Bancário, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) celebram todos os avanços da categoria, reforçando a importância dos empregados Caixa, que, com o seu trabalho, fazem a diferença levando cidadania para milhões de brasileiros.

Fonte: Fenae, com edição da Contraf-CUT.

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