São Paulo – A Contraf-CUT e o Banco do Brasil reúnem-se nesta quarta-feira, dia 4, de manhã e à tarde, para negociar soluções para os problemas da Cassi e o novo Plano de Cargos e Salários (PCS). Os dois encontros serão em Brasília, sendo que as discussões da Cassi começam às 10h e do PCS às 17h.

Os representantes dos bancários vão exigir uma resposta do Banco do Brasil sobre as propostas apresentadas pelo funcionalismo. “Tivemos duas reuniões de negociação e o BB não teve a capacidade de nos formalizar qualquer proposta. Diante da inércia do banco, o movimento sindical apresentou suas reivindicações para a Cassi, elaboradas por vários grupamentos que representam os bancários. Tanto a Contraf-CUT quanto os dirigentes eleitos da Cassi e a representação dos aposentados – que formam a Comissão de Negociação – superaram as divergências e mostraram desprendimento para elaborar uma proposta conjunta. Isso mostra que lado da mesa de negociações tem a responsabilidade com o funcionalismo e com a Caixa de Assistência. Cabe ao banco agora ter uma atitude honesta com os funcionários e mostrar que realmente dá importância para a Cassi”, diz Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O dirigente destaca que o prazo para que os representantes do funcionalismo e do Banco do Brasil fechem uma proposta em consenso sobre a Cassi está se esgotando. “Portanto, o BB tem de mostrar boa vontade e avançar na rodada de negociações desta quarta-feira”, afirma. Marcel lembra que os sindicatos ainda precisam debater com os bancários uma eventual proposta acordada, que será votada pelos associados de 20 a 27 de julho em primeiro turno e, se necessário, segundo turno de 6 a 17 de agosto.

PCS
No final da tarde, a Contraf-CUT e o BB voltam a se reunir, desta vez para discutir o Plano de Cargos e Salários. Os bancários também querem respostas para as suas reivindicações sobre o PCS. Na última negociação, no dia 11 de junho, os representantes dos trabalhadores reafirmaram a proposta enviada ao banco em maio do ano passado e reapresentada um ano depois em reunião entre a Contraf-CUT e o presidente do BB, Lima Neto.

“O banco disse que iria verificar até o final do mês passado os impactos dos programas que estão sendo implantados e que nos daria uma resposta agora. Já faz quase um ano e meio que o BB tem nossas reivindicações e não há motivos para que a os bancários não saiam da negociação desta quarta com algo concreto”, destaca Marcel Barros.

Os bancários defendem maior valorização do crescimento salarial por tempo de permanência – com aumento dos interstícios do PCS -, consideram imprescindível a democratização do acesso a cargos comissionados e querem a revisão das comissões, tanto aumentando seu valor de maneira a remunerar devidamente a responsabilidade do cargo quanto revendo toda a estrutura de comissões de maneira a torná-la menos complicada e mais transparente.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO: www.contrafcut.org.br

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