O Banco do Brasil inaugurou oficialmente ontem sua operação de “mobile banking” no Japão, que permite que brasileiros residentes naquele país façam remessas internacionais de dinheiro por meio do telefone celular. É a primeira instituição financeira a oferecer esse tipo de serviço aos emigrantes no Japão, conhecidos como “dekasseguis”.

A rede de atendimento do Banco do Brasil no Japão é relativamente grande, com sete agências próprias e convênios com os correios japoneses, que possuem 25 mil pontos, e com o banco Sumitomo, que dá acesso a uma rede de 6,5 mil terminais de auto-atendimento.

Os brasileiros que vivem no Japão também são atendidos pelo internet banking, que tem uma página desenhada especialmente para esse público. Mas as pesquisas do BB indicaram que era necessário ampliar ainda mais os canais de atendimento.

“O brasileiro típico que vive no Japão trabalha muitas horas, inclusive nos sábados, e tem pouco tempo para ir aos pontos de atendimento ou para usar a internet”, afirma o diretor da área internacional do BB, Augusto Braúna Pinheiro. “O atendimento pelo celular vai permitir que esses clientes façam transferências com mais facilidade, até nos intervalos do trabalho.”

Além da transferência de recursos, o sistema vai dá acesso a transações como saldo, extratos e conversão de valores em moedas – tanto para contas mantidas no Japão quando no Brasil.

Também pesou na estratégia de criar o mobile banking a grande penetração do uso de telefones celulares no Japão. O BB lançou o produto recentemente também no Brasil, mas, por razões culturais, sua penetração ainda é relativamente baixa – há apenas cerca de 250 mil usuários do mobile banking, número modesto para um banco com 23 milhões de clientes.

Um dos grandes desafios do projeto foi desenvolver uma tecnologia simples, que se adaptassem aos celulares mais baratos – supondo que os emigrantes brasileiros têm, para os padrões japoneses, menor renda.

O mobile banking faz parte da estratégia do Banco do Brasil de defender suas posições em um mercado em que é líder, com uma participação estimada em cerca de 70%.

Em 2005, a instituição realizou US$ 800 milhões em remessas, e tem uma clientela de 108 mil correntistas. Os altos volumes movimentados vem atraindo, porém, cada vez mais a concorrência dos bancos privados.

Fonte: Valor Econômico

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