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publicado em 21 de agosto de 2018 às 11:21:
Banco público dos governos Lula/Dilma financiava moradia e agricultura familiar; o de Temer patrocina Reforma Trabalhista

Deputado Federal Enio Verri comenta uso dos bancos públicos pelo governo Temer para financiar seminários a favor da Reforma Trabalhista

Após denúncia da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (FETEC-CUT-PR), de que os bancos públicos Banco do Brasil e Caixa patrocinam seminários a favor da Reforma Trabalhista, deputado federal Enio Verri (PT) afirma que bancos sob a gestão Temer atuam sob viés empresarial, de modo a provocar precarização das condições de trabalho e de vida dos brasileiros. Confira íntegra da entrevista:

FETEC-CUT-PR: Como você avalia a confirmação dos bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, de patrocinarem seminários a favor da reforma trabalhista?

Enio Verri – É espantoso e indignante que bancos públicos sejam utilizados como ferramenta de convencimento de uma reforma que, na verdade, é um atraso econômico e social para o País. Ao longo dos governos do Partido dos Trabalhadores, essas ferramentas foram utilizadas para apoiar a agricultura familiar, financiar o maior programa de habitação da história do País, bem como para inserir jovens pobres nas universidades.

Agora, estão a serviço de desregulamentar totalmente as relações capital/trabalho e provocar a precarização das condições de trabalho e de vida da classe trabalhadora.

Os bancos estão na mira desse desgoverno privatista e entreguista. A participação deles nesses eventos é construção de know how para aplicar a reforma em seus próprios servidores, caso Temer consiga privatiza-los, ou seja eleito qualquer candidato do campo da direita.

Esse direcionamento de verba para esse tipo de interesse é uma característica do governo temer?

Sim, e não apenas do desgoverno Temer. É um traço genético de todo e qualquer governo prosélito do Estado Mínimo, como os do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O objetivo de Temer é conseguir realizar o que FHC não teve condições de fazer, que é entregar, a qualquer preço, todas as riquezas energéticas e empresas estratégicas. Para essa ideologia, é perfeitamente coerente utilizar ferramentas do Estado para produzir o seu próprio desmonte.

Como os bancos públicos devem responder essa postura diante da população?

É premente que quem responde pelos patrocínios venha dizer ao povo, via audiência pública, o porquê de promover uma reforma que prejudica toda a classe trabalhadora, a economia do País, a sociedade como todo e favorece apenas 15% da população. Porém, devido ao calendário eleitoral, é improvável que se convoque uma audiência pública antes de outubro. As audiências públicas são agendadas com antecedência de 15 dias e, como a próxima convocação da Câmara é para o início de setembro, somente a partir de novembro conseguiremos retomar esse debate.

 

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