Os bancários demitidos do Bradesco devem ficar atentos para não perderem o direito à extensão do Plano de Saúde, por seis meses a mais do que manda a CCT, chamada pelo banco de “Benefício Adicional no Desligamento”. O banco não está concedendo a extensão para trabalhadores que não compareceram na data agendada para o Exame Demissional ou para aqueles que não assinarem a carta de demissão. Ou seja, para se assegurar que fará jus à extensão o bancário deve cumprir à risca todo o rito demissional.

De acordo com comunicado enviado pelo Bradesco, fica excluído do “Benefício Adicional de Desligamento” o bancário que “deixar de cumprir os processos e protocolos de desligamento informados em comunicado do Banco Bradesco e empresas ligadas”; que “deixar de proceder a devolução dos equipamentos do Banco Bradesco ou das empresas ligadas (ex: notebook, desktop, celular, tablet), no local e data definidos em comunicado do Banco Bradesco e empresas ligadas”; ou que “violar norma interna do Bradesco, mesmo que após o comunicado de desligamento, constatada a qualquer tempo, a exemplo de incidentes de segurança da informação, sem exclusão de qualquer outra”.

Segundo Valdecir Cenali, diretor do Sindicato de Londrina e representante do Vida Bancária na COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Bradesco, foi solicitado ao banco a remarcação do Exame Demissional dos funcionários e funcionárias que perderam o prazo ou que não cumpriram algum dos processos que estão sendo exigidos no desligamento funcional.

“A direção do banco está irredutível no que determina o comunicado interno e quem não seguir as regras está perdendo a extensão do Plano de Saúde. Por isso, orientamos que todos os bancários e bancárias desligados sigam à risca os procedimentos determinados pelo Bradesco para não serem prejudicados”, alerta.

Homologação

Valdecir ressalta a importância dos desligados, não só do Bradesco, mas também dos demais bancos, a solicitarem a presença da assessoria jurídica do Sindicato na homologação do Contrato de Trabalho.

“Nossos advogados vão conferir se o banco está pagando todas verbas devidas na rescisão, verificar se foi recolhido o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e fazer ressalvas dos direitos que possam ser cobrados judicialmente”, explica.

Além disso, o Sindicato vai avaliar os casos em que o bancário e a bancária demitidos possam gozar de estabilidade no emprego por motivo de saúde ou por estarem em período pré-aposentadoria, podendo requerer a anulação administrativa do desligamento.

 Fonte: spbancarios

Escreva um comentário

Rua XV de novembro, 270, sala 510, Centro, Curitiba-PR, CEP 80020-310, Fone (41)-33229885, Fax (41)-33245636, fetec@fetecpr.org.br