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Quando a gente achava que o Brasil tinha chegado ao fundo do poço, descobrimos que há um porão abaixo dele. Recentemente, uma reportagem de uma emissora de televisão mostrou como se alimentar gastando R$ 5 por dia. Não, não é brincadeira. Foi feita uma reportagem com esta pauta.

Impressiona o detalhe: com este valor, daria para comprar dois pães, meia colher de manteiga, seis colheres de arroz, três conchas de feijão, duas batatas, meia xícara de café, uma banana, meio copo de leite, dois ovos e duas colheres de óleo (fica aqui a dúvida em quem conseguir boa parte desta lista de modo fracionado). Isso, claro, se a pessoa também tiver gás na residência. Carne? Esquece. Querer comer algo diferente? Sem chance.

O valor de R$ 5 não foi por acaso. Quem receber o auxílio emergencial de R$ 150, não poderá ultrapassar aquele valor para chegar até o final do mês (ignorando, claro, gastos com moradia, água, luz, entre outros). Ou seja, a pessoa tem que praticamente vegetar e torcer para não ter gastos extras para não gastar esta fortuna toda de uma vez.

Enquanto a população, diante de uma pandemia que já vitimou mais de 340 mil pessoas somente no Brasil, é obrigada a sobreviver com um valor absurdamente baixo, os banqueiros e grandes empresários seguem lucrando alto e organizando jantares para o sociopata que ocupa a presidência da República. Nada mais previsível, pois quem recebeu R$ 1 trilhão e quem se beneficia da deforma trabalhista tem mais é que celebrar um inimigo do povo no poder.

E pensar que pouco tempo atrás o Brasil tinha saído do mapa da fome, os trabalhadores tinham acesso à fartura alimentar e que nunca assistiríamos reportagens assim. Voltamos a “romantizar” a miséria e isto é péssimo. A vida é feita de escolhas. Por conta das más escolhas, o Brasil sofre. Que em 2022, o povo acorde de uma vez.

Texto: Flávio Augusto Laginski

Fonte: Fetec

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