Comissão avalia que medida vai trazer prejuízos para trabalhadores e clientes

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu na tarde de ontem (25), em São Paulo, com representantes do banco para tratar do fechamento de 450 agências. A preocupação da COE é de que as funcionárias e funcionários destes locais que serão fechados não percam o emprego.

A representante do Paraná na COE/Bradesco, Cristiane Paula Zacarias, revela que essa ação do banco vai precarizar e terceirizar o atendimento a população. “O Bradesco fala em reorganização da estrutura de atendimento, acompanhando o movimento dos clientes. Nesta movimentação, haverá fechamentos de agências e alguns locais mudando para Posto de Atendimento Avançado (PAA) no país. Isso preocupa porque além de diminuir o número de funcionários, locais de trabalho e atendimento, nos PAAs o banco retira a segurança do local, embora os funcionários continuem trabalhando em um ambiente que conta com caixa eletrônico e numerário”.

Cristiane alerta que esta medida pode causar problemas não apenas para as trabalhadoras e trabalhadores do banco, mas também para os clientes. “As agências já estão estranguladas, com poucos funcionários. Os clientes também sofrerão com isso, pois terão que migrar para fazer serviços bancários em outros estabelecimentos, como, por exemplo, lotéricas. Essa medida só vai trazer prejuízos para todos, exceto para os banqueiros”, salienta.

O banco alegou que se trata apenas de um estudo e que, por isso, não conseguiria passar todas as informações, mas garantiu que a redução no número de agências não levará a demissões. O banco também disse que, na medida em que houver alguma definição das etapas deste estudo, o movimento sindical será informado. “Nos surpreende o banco dizer que trata-se apenas de um estudo. Como pode o banco fazer um anúncio tão grave como esse sem que haja definições? Isso alarma os funcionários e os deixa apreensivos, com medo do desemprego”, disse a coordenadora Nacional da COE Magaly Fagundes.

Magaly ressaltou ainda que a cláusula 54 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria estabelece que os bancos criem programas de realocação e requalificação profissional para evitar demissões decorrentes de processos de reestruturações dos bancos.

Durante a reunião foi solicitada a imediata adesão do banco a esta cláusula, pedido que foi imediatamente refutado pelo banco, alegando já cumprir de forma espontânea. “Queremos ver refletido na vida dos bancários os altos resultados alcançados pelo Bradesco, na forma de emprego, direitos e condições de trabalho, finaliza Cristane.

O Sindicato segue atento e pede aos bancários das agências que sigam fazendo o mesmo, caso observem irregularidades ou abusos nesse processo.

Com informações da Contraf-CUT

Fonte: Seeb Curitiba

Autor: Flávio Laginski

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