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publicado em 3 de outubro de 2018 às 11:11:
Condor faz acordo para não pagar multa após dono da empresa distribuir carta aos funcionários sobre voto

Em audiência realizada no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Curitiba, na tarde de terça-feira, 02 de outubro, o fundador do grupo Condor, uma rede paranaense de mercados, trocou uma multa de R$ 100 mil, por divulgar carta aos funcionários incitando voto em Bolsonaro, pela publicização de retratação. A carta viralizou na noite de segunda-feira (01), mesmo dia que o MPT divulgou nota pública por configurar violação trabalhista, mas estava com data de terça (02).

Zonta faz promessas de não retirar direitos como 13º salário. A carta, que teve sua veracidade confirmada pela assessoria da empresa foi direcionada aos gestores no dia que viralizou. “Realmente a carta é verdadeira”, transcreveu a assessoria do Condor.

Confira a carta aos funcionários que viralizou:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acesse aqui para conferir a retratação

 

MPT de SC denuncia Havan por coação eleitoral

O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) ajuizou no início da noite de terça (02), uma ação com pedido de liminar contra a Havan e seu proprietário Luciano Hang, por imposição, coação ou direcionamento de voto dos funcionários. Até o final de terça-feira (02), foram notificadas mais de 35 denúncias online. Em vídeo que postou no facebook, o proprietário da Havan declara voto em Bolsonaro e ameaça os funcionários de demissão “se a esquerda vencer” ou se souber que votam branco ou nulo.

O pedido é de uma multa de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) pelo descumprimento do primeiro e do segundo itens, de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) pelos demais itens não observados e de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por trabalhador prejudicado.

Nota pública do MPT
A nota divulgada pelo Ministério Público do Trabalho foi divulgada pela entidade como alerta às empresas e a toda a sociedade que “é proibida a imposição, coação ou direcionamento nas escolhas políticas dos empregados” e que a prática pode caracterizar discriminação.

O MPT disponibiliza canal de denúncias em seu site e elas podem ser anônimas.

 

Saiba maisPatrões coagem trabalhadores a votarem em Bolsonaro

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