Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O mito da eficiência, competência e meritocracia não se aplica a André Brandão. Por isso ele é o “nome certo” para assumir o Banco do Brasil no governo Jair Bolsonaro. Como um homem do mercado, ele foi um dos responsáveis pela falência do HSBC no tempo em que passou por lá. Além disso, o banco inglês foi condenado por práticas de assédio moral com seus funcionários. Veja neste FIO DA MEADA.

NOME CERTO

André Brandão é “alguém de mercado, com perfil parecido ao do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto”. Ele foi o último presidente do braço brasileiro do banco inglês HSBC que, sob seu comando, passou do lucro ao prejuízo, registrado pela primeira vez no ano de 2014. Em fevereiro de 2015 a filial brasileira do banco inglês registrou prejuízo de US$ 247 milhões em 2014.

DESTRUIDOR

Ele é conhecido por terceirizar tudo que não tem ‘inteligência’ agregada ou que não dá lucro. Na possível presidência do BB, ele deve levar a precarização e enfraquecimento do banco público, o que favorece os bancos privados, como quer Paulo Guedes.

LÍDER INATO

O HSBC já recebeu uma série de denúncias relativas a assédio moral. Em uma delas, foi condenado por criar o prêmio “Mico Estrela”. Essa punição era dada aos funcionários que não atingissem as metas estabelecidas, sendo exposto aos demais colegas. Os vencedores, eram leões. Os perdedores, micos.

MODELO DE GESTÃO

A decisão da 6ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte esclarece que “resta inquestionável a prática do assédio moral pelo banco, conquanto reconhecida em condenações judiciais transitadas em julgado”.

VÍTIMA DE ASSÉDIO

A prática até gerou uma campanha promovida pelo Instituto Declatra, em parceria com o Sindicato dos Bancários de Curitiba e a Agência Social Ideias: “Vítimas do HSBC“. “Em uma série de vídeos, trouxemos o conteúdo com depoimentos verdadeiros, confessionais e relatos fortes de pessoas que sofreram diariamente com os métodos de assédio no trabalho”.

DEPOIMENTO

meaças como essa que abrem o projeto: “Se você fizer, ótimo. Se não fizer, rua. Eu vou te mandar embora”, diz uma ex-funcionária que foi assediada desde a gravidez.

MULHERES

A campanha foi resultado de dois anos de trabalho em que foram analisados dados sobre bancários demitidos pelo HSBC. O estudo mostrou que o aparecimento de doenças físicas, mentais e psicológicas. No levantamento, se observou que 59% dos assédios morais eram com as bancárias.

O PROJETO

Foram analisadas 4 mil demissões e 1,5 mil ações trabalhistas. O estudo mostrou que dos desligamentos, 37,8% dos trabalhadores alegaram ter tido algum problema de saúde em decorrência do trabalho. Veja o livro aqui.

Texto: Manoel Ramires

Fonte: Porém.Net

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