Foto: Tomaz Silva/Ag. Brasil

Os procuradores Deltan Dallagnol – ex-chefe da Operação Lava Jato de Curitiba – e Athayde Ribeiro propuseram cláusulas extras, criaram uma nova versão e negociaram os termos da delação premiada do ex-executivo da Petrobras Pedro Barusco.

De acordo com reportagem de Vinicius Segalla, no Diário do Centro do Mundo (DCM), publicada no sábado (16), o objetivo era incluir o PT na delação, “com a intenção manifesta de atingir fins políticos e ‘derrubar a República’”.

As revelações foram baseadas em troca de mensagens entre os procuradores obtidas pela Operação Spoofing. A primeira versão da delação de Barusco mencionava suposto acerto de propina entre funcionários de carreira da Petrobras, representantes de empreiteiras e políticos do PP. Mas não citava o PT.

Diante de mais um escândalo envolvendo a Lava Jato, parlamentares petistas reagiram com indignação, chegando a sugerir a prisão de Dallagnol.

Reações

“Já pedi a prisão de Moro, Dallagnol e toda a quadrilha diversas vezes. O escândalo da delação de Barusco, que veio à tona ontem, é só mais um da indústria de delação criada pela ORCRIM de Curitiba”, afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). ‘”Abaixo a república… KKK”, disse Dallagnol’, destacou o parlamentar, classificando a revelação como “um escárnio”.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) foi enfático: “É preciso prender Deltan Dallagnol, o cretino. Para isto o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) precisa abrir investigação contra ele e não proteger seus crimes!”

Para o deputado Nilto Tatto (PT-SP), Dallagnol, o tempo todo, “posou de bom moço, porém agia como chefe de quadrilha”.  O parlamentar disse que, “se ainda houver seriedade, o MPF deve expulsá-lo da instituição e Dallagnol deverá responder pelos seus crimes.

Fonte: CUT

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