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publicado em 19 de junho de 2019 às 10:54:
Dirigente bancária sofre ataques machistas durante movimento grevista em Campo Mourão

Entidades organizadas na Frente Brasil Popular emitem nota de desagravo à Nivalda Sguissardi, presidenta do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão e diretora da FETEC-CUT-PR

Nivalda Sguissardi, presidente
do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão-PR. Foto: Joka Madruga/FetecPR

A Frente Brasil Popular de Campo Mourão publicou Nota de Desagravo por ataques machistas sofridos pela trabalhadora bancária Nivalda Sguissardi, presidenta do Sindicato de Campo Mourão, durante a Greve Geral da classe trabalhadora ocorrida na última sexta-feira, 14 de junho. Nivalda estava próxima à porta giratória de uma agência bancária da cidade quando foi atacada com atos de ofensa e desrespeito à sua atuação profissional. As entidades entendem que Nivalda sofreu “mais um caso de machismo e violência contra uma mulher no Brasil” e repudiam a atitude.

Confira a Nota de Desagravo:

A Frente Brasil Popular, representada pelas entidades App- Sindicato – Associação de Pais e Mestres, Sindicato dos Bancários de Campo Mourão-PR e região, Sindiscam – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campo Mourão, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços em Saúde de Campo Mourão, Comissão Sindunespar – Sindicato da Unespar, Senge – Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná, Sindecam – Sindicato dos Empregados do Comércio de Campo Mourão, Sitrocam – Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Trabalhadores de Empresas de Transporte de Cargas, Passageiros Urbanos, Motoristas, Cobradores de Linhas Intermunicipais, Interestaduais e de Turismo de Campo Mourão, PT – Partido
dos Trabalhadores, PCdoB – Partido Comunista do Brasil e Movimento Estudantil Marielle Franco da Unespar, campus de Campo Mourão, torna pública Nota de desagravo em protesto contra agressão sofrida pela Sra. Nivalda Sguissardi, presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão-PR e região/ membro da Federação e Confederação dos Bancários, datada no dia 14 de junho de 2019.

Na Greve Geral do dia 14 de junho, convocada pelos movimentos sociais (Ato garantido pela Constituição Brasileira), após deliberação realizada em Assembleia entre os funcionários dos bancos para que as agências fossem abertas às 12 horas, um pouco antes desse horário, a vítima estava próxima à porta giratória de uma agência bancária da cidade, cumprindo a deliberação da Assembleia, quando um Sr. de família tradicional de Campo Mourão emitiu ofensas e atos de violação a sua honra profissional e desrespeito aos direitos e prerrogativas definidas no Código de Ética Profissional das/os Bancários.

A companheira Nivalda é uma trabalhadora e incansável lutadora pelas causas sociais. Em 1989 ingressou no Unibanco, onde se destacou e teve ascensão rápida. Em 1992 foi eleita tesoureira do Sindicato dos Bancários. Ela também foi presidente do Conselho Municipal de Saúde por dois mandatos e contribuiu na organização e criação de Nove (9) Conselhos de Saúde no município. Participou da Direção da Santa Casa e contribuiu na viabilização da UTI neonatal. Foi a primeira mulher a assumir a presidência da comunidade da Igreja Luterana do Brasil da cidade por duas vezes. Participou da criação do Conselho da Mulher que trouxe a Delegacia da Mulher para a cidade de Campo Mourão e a Casa de Apoio à Mulher. Ela é a atual presidente do Sindicato dos Bancários no segundo mandato consecutivo. Faz parte da Federação dos Bancários, além de participar e estar presente em todos os movimentos de causas sociais na cidade, em que se configure algum ato ou situação de injustiças sendo cometidos.

Face ao exposto, a Frente Brasil Popular de Campo Mourão reafirma seu compromisso com a defesa das prerrogativas profissionais de todos os trabalhadores que a constitui ao se empenhar na eliminação de quaisquer formas de violência, discriminação, machismo, preconceitos e afins. Ao emitir esse desagravo, essa entidade se solidariza com a companheira covardemente agredida e destaca que é mais um caso de machismo e violência contra uma mulher no Brasil e, ao REPUDIAR VEEMENTE tal episódio, conclama a sociedade para o bom senso, urbanidade e sensatez diante de tantas cenas de intolerâncias injustificáveis.

 

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