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publicado em 5 de setembro de 2018 às 12:22:
Ex-sócio da Empiricus é extraditado e preso pelo FBI por ‘roubar’ US$ 750 mil

O sócio da Modena Capital, Marcos Eduardo Elias, preso em junho pelas autoridades da Suíça, foi extraditado para os Estados Unidos, sob a acusação de fazer parte de um esquema que “roubou” US$ 750 mil de um banco em Nova York.

Ex-sócio e considerado um dos “idealizadores” da consultoria Empiricus, da qual saiu em 2012, ele fazia parte de um esquema “sofisticado” de fraude, por meio de uma empresa de fachada no Panamá, segundo declarou Geoffrey Steven Berman, advogado que atua como procurador em Nova York.

De acordo com as autoridades norte-americanas, além da empresa de fachada, o esquema envolvia uma conta bancária em Luxemburgo. Segundo o FBI (a polícia federal dos Estados Unidos), o consultor se fez passar por um funcionário do titular de uma conta e, por meio desse artifício, “roubou” os US$ 750 mil.

“Ele agora foi trazido de volta aos Estados Unidos para enfrentar a Justiça e devolver o dinheiro que roubou”, afirmou o procurador Sweeney.

Em agosto de 2014, em pleno processo eleitoral que acabou reelegendo Dilma Rousseff, os jornalistas Luís Nassif e Cíntia Alves publicaram matéria no GGN na qual abordam a então campanha da Empiricus que ficou conhecida pela sentença “se proteja se a Dilma ganhar”. A matéria lembrou que “a sacada” da consultoria Empiricus é prática do mercado, que “antecipa estratégias de investimento dependendo de cada situação prevista”.

Na época, consultorias agressivas como a Empiricus disseminaram a ideia de que a reeleição de Dilma Rousseff seria um risco para a estabilidade econômica. “Embora seja uma análise terrorista, influencia investidores”, afirmaram os jornalistas na matéria.

“O modelo de atuação (da Empiricus, em 2014) consiste em fabricar um guru de mercado, inundar o mercado com newsletters de estilo informal e, a partir delas, montar estratégias de investimento pouco ortodoxas, garantindo ganhos extraordinários e sem risco.”

A atuação do mercado financeiro no sentido de fazer “chantagens” em período eleitoral não se dá por meras escolhas ideológicas. “É uma chantagem que dá dinheiro a muita gente que especula e ganha a partir de boatos que eles mesmos criaram”, disse em recente entrevista à RBA o professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Guilherme Mello.

“O câmbio sobe, mas o investidor já tinha apostado que ia subir e então ganha rios de dinheiro. Não é só uma chantagem política, é também uma esperteza econômica”, acrescentou Mello.

Fonte: CUT SP

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