A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT-PR) reagiu com indignação e revolta de que o desgoverno bolsonaro e seu ministro da economia, o privatista Paulo Guedes, querem fazer uma “reestruturação” no Banco do Brasil.

A medida proposta pelos dois inimigos dos trabalhadores e trabalhadoras prevê o fechamento de agências e outras unidades, além de um Plano de Demissões Voluntários (PDV) que tem como objetivo dispensar cinco mil trabalhadores do banco, entre outras medidas que podem ser entendidas como uma forma de sucatear o BB para uma futura privatização.

A representante do Paraná na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (COE BB), Ana Smolka, lamenta pelos trabalhadores que perderão seus postos de trabalho. “Somos solidários aos caixas executivos do BB extintos pelo banco e demais descomissionados unilateralmente pelo banco. No lugar, o banco oferece a demissão ou remoção compulsória como alternativa, em plena pandemia de covid-19. O desrespeito da gestão bolsonaro e ataque ao maior banco público do país, o BB, é uma afronta aos brasileiros das pequenas cidades que ficarão sem os serviços do banco”.

Smolka diz ainda que com esta medida, o BB perderá eficiência e que contratos com prefeituras poderão ser atingidos. “O banco perderá clientes como prefeituras por exemplo, para a rede privada. Bolsonaro e Guedes servem a banca privada ou o povo brasileiro, majoritariamente dono do BB? Defenderemos os direitos dos funcionários e o banco público, com ações sindicais e judiciais que couberem”, explica.

Para o secretário de formação da Fetec e bancário do BB, Pablo Sérgio Dias, esta medida não é uma surpresa. “Não tem como ficar surpreso com essa tentativa de desmantelar o Banco do Brasil. Qual o projeto destes caras, a não ser acabar com o Estado? Esse presidente atual do BB veio como especialista em desmontar banco. É uma lástima, pois o BB atua em cidades em que os bancos privados nunca ouviram falar. Essa política da dupla bolsonaro/guedes está acabando com o País”, opina.

Pablo lamenta que os pequenos agricultores possam ser atingidos com esta “reestruturação”. “É fato de que o Banco do Brasil é o banco da agricultura. O pequeno agricultor tende a ficar desassistido pelo BB. Isso vai resultar futuramente na fuga destes do campo. Vindo para a cidade, eles terão dificuldade em se estabelecer. Todos perdem com isso”, avalia.

O secretário de formação encerra com um alerta. “Fizemos quadro comparativo entre os dois candidatos à presidência da República que foram para o segundo turno. Avisamos. Muitas vezes. Mas a categoria optou em dar um tiro no pé. Nós, enquanto dirigentes sindicais, continuaremos a resistir e lutar. Voto é importante e tem consequência”, encerra.

Texto: Flávio Augusto Laginski

Fonte: Fetec

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