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publicado em 3 de outubro de 2018 às 10:12:
Financiários avaliam proposta da Fenacrefi nos próximos dias

Negociação garantiu que jornada não se estenda aos finais de semana. Contraf-CUT orienta a aprovação da proposta que oferece 3% de reajuste nos salários e todas as cláusulas de natureza econômica, inclusive na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Os financiários realizarão nos próximos dias, em todo o País, assembleias para avaliar a proposta, apresentada pela Federação Interestadual das Instituições de Crédito de Financiamento e Investimento (Fenacrefi) ao Comando Nacional dos Financiários. A Contraf-CUT orienta a aprovação da proposta que oferece 3% de reajuste nos salários e todas as cláusulas de natureza econômica, inclusive na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O reajuste corresponde à reposição da inflação (INPC entre 01 de junho de 2017 e 31 de maio de 2018) mais 1,22% de aumento real. “Foi um processo negocial bastante complexo, com diversos pontos de divergências, mas conseguimos chegar a um consenso, no qual o maior beneficiado é o trabalhador”, destaca Jair Alves, coordenador do Comando Nacional dos Financiários da Contraf-CUT.

Um dos maiores impasses da negociação referiu-se à criação de cláusula nova para regulamentar o trabalho aos finais de semana dos trabalhadores que fazem concessão de créditos e financiamentos em lojas e concessionárias. A proposta do Comando era a garantia de um final de semana completo e um domingo de folga por mês, mas especificamente para esses trabalhadores. E as financeiras queriam ampliar a cláusula para todos os financiários.

“Nossa ideia, com a nova cláusula, era regulamentar a situação desses empregados que hoje não são considerados financiários, e não estender o trabalho aos finais de semana para toda a categoria, como queria a Fenacrefi. Por isso, chegamos a um impasse, que só se resolveu com a retirada da cláusula da proposta e com a criação de uma comissão formada por representantes dos Sindicatos e das empresas para estudar a situação desses trabalhadores”, explica Jair.

A Comissão de Enquadramento e Trabalho aos Sábados, Domingos e Feriados deve começar a se reunir a partir de março de 2019. “O objetivo continua sendo regularizar a situação dos trabalhadores em lojas e concessionárias”, acrescenta o dirigente.

Avaliação
Sempre é bom lembrar que foram meses de negociação, pois encaminhamos a pauta aos patrões dia 12/05/18. Inicamos as negociações, que culminaram com a conquista do pré-acordo em junho. Este movimento nos garantiu a prorrogação de direito até então conquistados, não sofrendo assim, de imediato, os efeitos da reforma trabalhista.

“Nossas negociações só foram retomadas, após o término do acordo da categoria bancária. Nessa difícil retomada, lutamos e garantimos que a jornada não se entenda ao final de semana. Sem dúvida, essa foi a maior conquista da Campanha Salarial dos Financiários”, conclui Eliane Rocha, da Secretaria de Organização do Ramo Financeiro Fetec-Cut-Pr.

 

Índice
O reajuste inicialmente proposto era de 3,09%, mas por conta do impasse com a nova cláusula, a Fenacrefi ameaçou retroceder para os 2,96% da primeira proposta da negociação. Após muito debate e resistência dos representantes dos trabalhadores, o reajuste proposto ficou em 3%.

Gratificação de função
Quanto à cláusula de gratificação de função, que prevê 55% de comissionamento, somente em caso de ações trabalhistas futuras e caso se descaracterize o comissionamento, reconhecendo como devidas as horas extras, será descontado em execução o que já foi pago. Isso já tem sido praticado pela Justiça Trabalhista em algumas ações em andamento. A mudança não impacta aos trabalhadores ativos, tampouco nas ações anteriores à assinatura do acordo.

Férias
Outra conquista aos trabalhadores foi a possibilidade de parcelar em até três vezes o adiantamento de férias, que atualmente é descontado integralmente no mês posterior ao descanso.

Validade de dois anos
As demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foram mantidas e tem validade de dois anos, entre 2018 e 2020. Para 2019, ficou garantido a reposição da inflação com o 1% de aumento real. O Comando negociou um percentual justo para a manutenção da luta, com desconto de 1,5% em um mês de salário corrigido e na PLR, com teto. O valor é menor do que a soma do imposto sindical e a contribuição negocial, anteriormente cobrados.

Fonte: Contraf-CUT

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