O governo vai leiloar R$ 15 bilhões em créditos imobiliários da Caixa Econômica Federal (Caixa) junto a 862 empresas — hotéis, lojas e shoppings. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, a transferência da negociação dos contratos, gerenciados pela estatal Emgea, para o setor privado, reduzirá o impacto negativo que esses débitos têm sobre as contas públicas.

No passado, essas empresas tomaram dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), emprestado pela CEF, e não pagaram. Mas como os passivos da Emgea com o FGTS são garantidos pelo governo, o Tesouro é que honra esses compromissos.

— Com os leilões, a Emgea poderá recuperar créditos mais rapidamente e ressarcir o FGTS — disse Levy.

O presidente da Emgea, Gilton Pacheco de Lacerda, ressaltou que os leilões vão movimentar o mercado imobiliário e a própria economia. Algumas obras não foram terminadas pelos devedores, mas quem comprar os créditos poderá concluí-las negociando uma parceria, por exemplo.

Levy também aposta que a medida estimulará o mercado:

— O valor não fica parado dentro da Emgea. Pôr um bem no mercado é a maneira correta de fazer a economia funcionar, especialmente agora que o mercado tem mais liquidez — acrescentou Levy.

A Emgea vai contratar os leiloeiros até o fim do mês e fazer os leilões até junho. O primeiro dará prioridade a contratos de imóveis com baixo risco de liquidez. Serão selecionados os de empresas que não aceitaram as propostas de negociação apresentadas pela Emgea.

O secretário explicou que a iniciativa não foi estendida às pessoas físicas porque, neste caso, o governo tem outros instrumentos de negociação. Em julho de 2005, foi proposta a renegociação de 187 mil contratos com problemas, sendo que 17.028 já foram quitados ou reestruturados.

Fonte: O Globo

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