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Deus e o destino não são responsáveis pela pobreza, diz Dilma
Brasília – Ao se reunir hoje (24/07) com evangélicos em Brasília, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, pediu o apoio dos religiosos para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, se eleita. A candidata disse que Deus e o destino não podem ser responsabilizados pela pobreza e os infortúnios. Segundo ela, “a mão imperfeita” das pessoas que conduz mal as políticas públicas.

“A pobreza não é resultado do destino. Não foi Deus que construiu um país tão desigual. Foi a mão imperfeita de homens e mulheres. Isso acontece quando nos afastamos dos desígnios de Deus”, afirmou Dilma, na sede nacional das Assembleias de Deus no Brasil. “Está nas escrituras, o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem no dia seguinte.”

Acompanhada pelo candidato a vice-presidente na chapa PT-PMDB, deputado federal Michel Temer (PMDB), do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, parlamentares, candidatos nas próximas eleições e líderes evangélicos, Dilma fez um discurso de pouco mais de 20 minutos citando várias passagens bíblicas.

Segundo a candidata, o objetivo dela, se eleita, é dar continuidade a vários projetos iniciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eleita, vou dar continuidade ao projeto do presidente Lula e aprofundar [em várias áreas]”, afirmou Dilma. “O povo evangélico deste país também é o povo do governo Lula.”

Para Dilma, os programas sociais devem considerar o apoio à solidez familiar e também às questões relativas aos jovens, às crianças, aos idosos e aos deficientes. Segundo ela, para assumir um cargo de comando e por em prática as metas definidas é preciso lembrar do pedido do rei Salomão – que governou Israel por 40 anos e foi considerado um dos mais sábios. “Quero ter sabedoria e discernimento nesta caminhada”, disse ela.

O presidente das Assembleias de Deus do país, deputado e pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ), defendeu a candidatura de Dilma. Segundo ele, o Brasil está no rumo certo e por isso não há razão para mudar a orientação política. “Temos aqui a timoneira [Dilma]. Estamos no rumo certo, então por que mudar?”, afirmou.

Por Renata Giraldi - Repórter da Agência Brasil. Edição: Fernando Fraga.

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Dilma diz que resultado de pesquisa não substitui eleição

Garanhus (PE) – A candidata petista Dilma Rousseff, ao comentar o resultado da pesquisa do instituto Vox Populi que apontou que a sua candidatura 8% a frente do candidato tucano José Serra, disse que ainda não é hora de “botar salto alto”. Ao deixar o comício que fez em Garanhuns (PE), terra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma evitou o clima de “já ganhou”.

De acordo com a consulta feita pelo Vox Populi, Dilma tem 41% das intenções de voto e José Serra, seu principal adversário tem 33%.

“A pesquisa reflete um momento. Não substitui eleição. Não significa que as pessoas podem perder a humildade e começar essa história do já ganhou. Daqui até a eleição muitas águas podem rolar debaixo da ponte”, disse a candidata.

Dilma, no entanto, ressaltou que para quem tinha uma imagem pouco conhecida, o resultado da pesquisa significou um grande avanço. “De qualquer jeito, saímos de uma posição de um dígito e temos uma posição bem melhor. Não tenho nenhuma sensação de botar salto alto e sair por aí achando que resolveu-se a questão”.

Dilma ainda evitou atribuir o resultado da pesquisa às recentes declarações feitas pelo vice de Serra, o deputado Indio da Costa (DEM-RJ), que acusou o PT de ser ligado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

“Não me manifesto sobre esse senhor [Indio da Costa]. Acho que meu adversário está tendo atitudes que não devia ter até em respeito à trajetória dele. Não se pode ver uma pessoa entrar na eleição de um jeito e sair menor do que entrou, principalmente porque não se pode acreditar que o brasileiro aceita e absorve o uso de acusações ao invés de propostas. A crítica pessoal ao invés de idéias apresentadas. Não acredito que essa pesquisa tenha a ver com isso, mas não é correto”.

Por Luciana Lima - Repórter da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.

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