Federação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro no Estado do Paraná
466952
  SINDICATOS
APUCARANA ARAPOTI CAMPO MOURÃO CORNÉLIO PROCÓPIO CURITIBA GUARAPUAVA LONDRINA PARANAVAÍ TOLEDO UMUARAMA
  BANCOS

ABN AMRO REAL BANCO DO BRASIL BRADESCO CAIXA COOPERATIVAS FINANCEIRAS HSBC ITAÚ SANTANDER BANESPA UNIBANCO DEMAIS BANCOS


28/7/2010 - 20:58:23
Brasil deverá fazer novas captações de recursos externos, diz secretário do Tesouro

Brasília - O Brasil deverá fazer novas captações externas no segundo semestre, afirmou hoje (28) o secretário do Tesouro, Arno Augustin. Ele não descartou uma emissão de títulos públicos em reais no exterior, o que não ocorre desde junho de 2007. O anúncio foi feito um dia depois da captação de US$ 825 milhões no mercado internacional com a menor taxa de juros da história.

Segundo o secretário, o mais provável é que a captação seja feita em papéis mais longos que os títulos emitidos ontem, que têm prazo de dez anos. “Fizemos uma excelente emissão ontem e pretendemos mesclar os títulos que lançamos no exterior com vários tipos de papéis.”

Para Augustin, a taxa de juros de 4,547% ao ano obtida na emissão de ontem reflete a confiança dos investidores estrangeiros na economia brasileira. “Os juros representam o reconhecimento dos fundamentos fiscais do Brasil, que muitas vezes não chegam a ser valorizados dentro do país.”

Por meio dos títulos da dívida externa, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais com o compromisso de devolver os recursos com juros. Taxas menores indicam menor grau de dúvida de que o Brasil não conseguirá pagar a dívida. Outro sinal de confiança ocorre quando o país deixa de lançar títulos em dólares e emite papéis em moeda local no exterior, como nas emissões em reais.

De acordo com o Tesouro, a emissão foi qualitativa porque o governo já tem quase todos os dólares de que precisa para pagar os vencimentos da dívida externa neste ano, estimados em cerca de US$ 7 bilhões. O lançamento do título com vencimento em dez anos, segundo o Ministério da Fazenda, serviu para aproveitar as melhores condições do mercado para reduzir o custo e melhorar o perfil da dívida externa.

Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

==================================

Secretário do Tesouro Nacional descarta superaquecimento da economia

Brasília - A acomodação da economia observada no segundo trimestre dispensa a necessidade de medidas adicionais para conter o seu aquecimento, disse hoje (28) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Segundo ele, a desaceleração da inflação e da atividade industrial indicam que as expectativas de superaquecimento da economia brasileira em 2010 não estão se cumprindo.

“Seguramente, não há superaquecimento da economia, o que mostra que as projeções do Ministério da Fazenda não estavam erradas”, afirmou o secretário. De acordo com ele, o objetivo do governo agora é monitorar as condições da economia para que o crescimento não fique abaixo do previsto.

“A gente tem de acompanhar a atividade econômica para que o crescimento seja o previsto, ou seja, nem acima nem abaixo. Isso exige uma atenção redobrada. Crescer menos, na nossa opinião, seria bastante negativo”, disse Augustin.

O secretário evitou comentar se a desaceleração da economia terá impacto nas receitas fiscais em julho. Ele, no entanto, reconheceu que a expansão da arrecadação será menor nos próximos meses. “A receita não será tão positiva, mas a gente não tem de olhar apenas a arrecadação, mas todo o conjunto da economia”, acrescentou.

Augustin evitou comentar se as medidas para sustentar o crescimento incluem a diminuição do ritmo de aumento de juros pelo Banco Central. Apenas afirmou que o Tesouro pode agir pelo lado fiscal, atendo-se à programação financeira divulgada pelo Ministério do Planejamento no último dia 20.

“Não estamos crescendo além do previsto e não temos de tomar medidas que segurem a economia, mas manter as coisas andando. Esperamos que o crescimento seja sustentável, de forma que o Brasil continue sem superaquecimento, mas também sem crescimento menor que o esperado”, disse Augstin.

Oficialmente, o Ministério da Fazenda projeta expansão de 6,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Há duas semanas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o crescimento pode chegar a 7%. A estimativa, no entanto, foi divulgada antes dos indicadores que mostram desaceleração da atividade industrial em junho.

No primeiro semestre, o superávit primário – economia de recursos para pagar os juros da dívida pública – somou R$ 24,7 bilhões. Para atingir a meta de R$ 40 bilhões para o segundo quadrimestre (até agosto), o Governo Central (Tesouro, Previdência Social e Banco Central) precisa economizar R$ 15,3 bilhões nos próximos dois meses.

Apesar disso, Augustin afirma que o governo fechará o ano cumprindo a meta cheia, de R$ 75 bilhões até dezembro. “Estou confiante de que não haverá necessidade de usar o mecanismo que permite o abatimento dos gastos do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] da meta de superávit.”

Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
2004 Copyright - FETEC/PR - Todos os Direitos Reservados - desenvolvido pela MAINARDES