Na última quarta-feira, 17 de março, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários, Financiários e Empresas do Ramo Financeiro de Curitiba e Região recebeu resposta da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba sobre a solicitação de inclusão nos grupos prioritários de vacinação para COVID-19 de trabalhadores bancários e financiários que atuam presencialmente em agências, lojas e postos de atendimento.

“Nós estamos reforçando o enfrentamento burocrático nesse contexto de maior gravidade da pandemia. Estamos todos cansados, já faz um ano que a doença está espalhada em nosso país, e os trabalhadores bancários não podem viver em situação permanente de medo e insegurança, pagando com a própria vida a ganancia dos banqueiros”, afirma Cristiane Zacarias, diretora da Secretaria Geral do Sindicato.

O órgão notificou o Sindicato que o governo municipal segue estratégia do Plano Estadual de Vacinação contra a COVID-19 no Paraná e que os grupos populacionais são definidos pelo Ministério da Saúde.

A Secretaria de Saúde também justificou a negativa afirmando que “não existe ampla disponibilidade de vacinas no mercado mundial” e que a abordagem vacinal é escalonada em Curitiba conforme o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a COVID-19.

Em âmbito nacional, também nesta semana, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) solicitou ao Ministério de Saúde a inclusão da categoria bancária no Plano Nacional de Imunização Contra a COVID-19 e ainda aguarda retorno.

“Nós estamos agindo localmente e também em unidade nacional, paralelamente à nossa luta maior, que é vacina para todos e todas, mas infelizmente estamos num país que o próprio presidente age contra o combate à pandemia, contra a vacinação em massa da população e somos todos e todas atingidos por uma política de governo genocida. Como entidade, exigimos vacina para todos já”, denuncia Antonio Luiz Fermino, presidente do Sindicato.

Ofícios

Na base do Sindicato de Curitiba e região, além deste ofício enviado à Secretaria Municipal de Saúde da capital, o procedimento foi reforçado junto à Prefeitura de Curitiba e das cidades São José dos Pinhais, Campo Largo, Araucária, Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais e Piraquara, que compõem a região metropolitana, e suas respectivas secretarias de saúde, bem como respectivas Câmaras Municipais; e ao Governo do Paraná e à Secretaria Estadual de Saúde, a partir da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (FETEC-CUT-PR).

O Sindicato também solicitou à Prefeitura de Curitiba que as agências bancárias tenham reduzido os serviços e atendimentos disponíveis durante os períodos de bandeira vermelha na cidade, já que mesmo em lockdown, como acontece desde a última sexta-feira, 12 de março, que se estende até o próximo domingo, dia 21, os trabalhadores bancários continuam expostos e realizando atendimento presencial em ritmo de normalidade.

Campanha nas redes sociais

Em atenção à esta situação e à impossibilidade de fechar as agências bancárias, o Sindicato iniciou uma série de divulgações para alertar a população sobre a importância de não ir até uma agência bancária neste período, para reduzir as aglomerações e diminuir a exposição ao risco nesse ambiente, que é de alto risco de contágio pelo vírus.

Curitiba segue ampliando exponencialmente o número de pessoas internadas ou precisando de internamento pelo coronavírus, o número de mortes pela doença e o número de casos ativos também cresce diariamente. Conforme boletim mais recente, divulgado na quarta (17), em 24 horas foram 1.103 novos casos, 32 novos óbitos registrados e 14.098 casos ativos que transmitem a doença.

Atualização:

– Nesta quinta (18), a Secretaria Municipal de Araucária retornou o ofício do Sindicato respondendo que adota as premissas do Plano Nacional de Imunização, o Plano Estadual e o Plano Municipal.

Fonte: Seeb Curitiba

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