De acordo como o dicionário, a palavra censura tem por definição “Ação de controlar qualquer tipo de informação, geralmente através de repressão à imprensa. Restrição, alteração ou proibição imposta às obras que são submetidas a um exame oficial, sendo este definido por preceitos morais, religiosos ou políticos. Ação ou poder de recriminar, criticar ou repreender”.

A censura ditou muito os trabalhos das redações de jornais durante a ditadura militar (1964-1985). Não era raro ver edições de periódicos espaços que deveria conter reportagens ser trocados por uma grande tarja preta, ou receitas de bolos, ou poemas, entre outros. Qualquer coisa, menos o que de fato interessava.

O tempo passou, a democracia veio, mas, nos últimos anos, do pós golpe de 2016 para cá, a cadela dos fascismo voltou a dar o ar de sua graça e, com ela, a censura.

Um exemplo disso é o que aconteceu com o portal GGN, do jornalista Luis Nassif. O site sofreu uma censura imposta por um juiz  do Rio de Janeiro, que determinou a retirada de 11 reportagens e artigos exclusivos que citam negócios do banco BTG Pactual, cujo fundador é o ministro da economia do desgoverno bolsonaro, Paulo Guedes. O jornal vai recorrer da decisão.

O que o BTG Pactual tem a esconder? Por que ele se vale de um subterfúgio vil e rasteiro? Já que estamos perguntando, como é que o o banco comprou a carteira de créditos do Banco do Brasil por R$ 371 milhões, quando este vale pelo menos R$ 3 bilhões?

É inadmissível que, em pleno século XXI, ainda tenhamos ataques contra a imprensa livre, ao direito de o cidadão se informar. A censura é um mal a ser combatido. Um câncer a ser extirpado.

O atual ocupante do Palácio do Planalto gosta de encher a boca para falar que respeita as instituições. Isso, porém, é conversa para boi dormir (trocadilho com seus eleitores é intencional). Defensor ferrenho do período da ditadura, chegando ao cúmulo de fazer odes a um torturador, faz sucessivas ameaças contra jornalistas e empresas de comunicação. Pelo visto, o “presidente” vem fazendo escola no judiciário.

Fonte: Fetec-CUT-PR

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