Rua XV de novembro, 270, sala 510, Centro, Curitiba-PR, CEP 80020-310, Fone (41)-33229885, Fax (41)-33245636, fetec@fetecpr.org.br
 
 
publicado em 23 de Fevereiro de 2018 às 7:50:
Mais ricos lucraram 7,5% na crise; mais pobres são 95% dos desempregados

Dados divulgados nesta quarta-feira (21) pela SPC Brasil e pela Receita Federal comprovam aumento da desigualdade social

Dados divulgados nesta semana expõem o aumento da desigualdade social nos últimos anos, com a crise econômica e política vivida no país. Um estudo realizado pelo SPC Brasil, o Serviço de Proteção ao Crédito, nesta quarta-feira (21), mostra que os mais pobres são maioria dos desempregados no país.

 95% dos trabalhadores e trabalhadoras desempregados há mais de um ano pertencem às classes C, D e E - Créditos:  Pedro Ventura / Agência Brasília
95% dos trabalhadores e trabalhadoras desempregados há mais de um ano pertencem às classes C, D e E / Pedro Ventura / Agência Brasília
Em contraponto a esse cenário, um documento da Receita Federal publicado nesta semana revela que a parte mais rica da população teve crescimento de renda nos últimos anos.

A pesquisa “O desemprego e a busca por recolocação profissional no Brasil”, feita SPC Brasil, em parceria com Confederação Nacional dos Lojistas (CNDL), mostra que 95% dos trabalhadores e trabalhadoras desempregados há mais de um ano pertencem às classes C, D e E, sendo que 54%  desses têm nível de escolaridade somente até o ensino médio. Além disso, 59%, ou seja, a maioria, é do sexo feminino.

O estudo mostra também que os desempregados demoram, em média, um ano e dois meses para conseguir emprego. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem atualmente 12, 3 milhões de pessoas desempregadas.

Por sua vez, os dados do Imposto de Renda da Pessoa Física da Receita Federal indicam possível aumento na concentração de renda. O documento mostra que a renda per capita do conjunto geral de contribuintes caiu 3,3% em termos reais entre 2014 e 2016, durante o início da recessão econômica do país. Porém, o segmento mais rico da população, formado por pessoas que ganham mais de 160 salários-mínimos por mês, lucrou com a crise: a renda per capita desse grupo cresceu 7,5%.O documento também reforça a conclusão de que os mais ricos pagam pouco Imposto de Renda no Brasil.

Fonte:Brasil de Fato

deixe seu comentário

 
últimas notícias
5 de dezembro de 2018
  Laço Branco: Dia de Mobilização do Homem pelo Fim da Violência Contra a Mulher
5 de dezembro de 2018
  FETEC/PR promove seminário sobre igualdade de oportunidades em Londrina
30 de novembro de 2018
  Coletivo de Saúde inicia planejamento nacional para 2019
30 de novembro de 2018
  Ratinho quer privatizar uma das melhores empresas de banda larga do Brasil
30 de novembro de 2018
  Seminário analisou impactos da Reforma Trabalhista
  © Copyright 2011. Todos os direitos reservados.
WebmaniaBR® - Ideias em códigos