As
demissões de bancários pelo banco Itaú após a compra do Banestado
foram objeto de pesquisa que envolveu os Sindicatos ligados
à Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (FETEC-PR)
e o DIEESE. A coleta dos dados foi realizada apenas em uma parte
do Estado do Paraná, a que constitui a base sindical da referida
Federação: Arapoti, Apucarana/região; Campo Mourão; Cornélio
Procópio; Curitiba; Guarapuava; Londrina; Toledo; Umuarama,
Assis/região. A base da FETEC/PR responde por 73,26% do emprego
formal nas Instituições Bancárias no Estado do Paraná . O período
considerado na pesquisa foi de 24/10/2000 (privatização do Banestado)
a 31/05/2002. Mesmo o universo da pesquisa não abrangendo todo
o Estado, constataram-se 2,8 mil demissões pelo banco Itaú,
no período. Esse fato desmistifica um dos principais argumentos
utilizados na mídia pelo Governo Estadual em favor da privatização
do Banco do Estado do Paraná, ou seja, a garantia de manutenção
dos empregos bancários. Essas demissões vêm se somar aos desligamentos
incentivados ocorridos durante o processo de preparação para
a venda do Banestado. O número dos demitidos representa aproximadamente
31% do total dos funcionários dos dois bancos: Itaú Banestado,
na região em exame antes da privatização. O objetivo deste trabalho
é traçar o perfil desses funcionários demitidos pelo banco Itaú.
Para tanto, o texto está dividido em 04 seções, além desta introdução
e das Considerações finais. A segunda seção analisa o número
de demitidos por regiões, por idade e por tempo médio de serviço
no banco. A terceira seção enfoca os demitidos por sexo e pelos
motivos das demissões. A quarta seção descreve quais os cargos
que sofreram maior incidência de demissões.