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publicado em 21 de Fevereiro de 2018 às 12:39:
Homologação sem o Sindicato é roubada!

Bancários demitidos devem entrar em contato com a entidade para realizar pré-homologação.

Desde que entrou em vigor a Reforma Trabalhista, os bancos vêm forçando os bancários demitidos a realizarem a homologação da rescisão de contrato em suas próprias dependências, sem a presença do Sindicato. Com isso, os trabalhadores podem ter perdas, tanto financeiras quanto de direitos garantidos. O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região orienta a categoria a, em caso de demissão, buscar a entidade para realizar a pré-homologação.

Se receber a carta de demissão, o bancário deve entrar em contato com o Sindicato, pelo e-mail juridico@bancariosdecuritiba.org.br, e agendar a sua pré-homologação. Na data marcada, deve trazer toda a documentação necessária para que sejam feitos os cálculos dos valores devidos, realizadas as devidas ressalvas e verificados os direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). É preciso trazer a carteira de trabalho, os últimos 12 holerites e o extrato do FGTS. Assim, quando for assinar a homologação, o trabalhador já terá em mãos todas as informações que precisa.

Vale lembrar que, ao assinar o termo de quitação, você está abrindo mão de cobrar judicialmente possíveis valores pagos incorretamente. Por isso, é tão importante entrar em contato com o Sindicato antes de assinar a homologação. Assim, você terá mais segurança de que receberá tudo o que tem direito!

Erros são comuns
Ao longo dos anos em que acompanha a homologação das rescisões de contrato da categoria, o Sindicato observa e corrige diversas irregularidades. Veja quais são as mais comuns:

– Indenização sobre valor parcial do FGTS e não total (considerando os descontos de todos os meses trabalhados);
– Desconto de Imposto de Renda sobre verbas indenizatórias que não são tributáveis;
– Demissão em período de estabilidade após acidente de trabalho;
– Demissão em período de estabilidade pré-aposentadoria;
– Demissão em período de estabilidade por gravidez;
– Demissão de bancário com doença ligada ao trabalho.

Outras informações
Além disso, no ato da homologação, o Sindicato também pode informar os bancários demitidos sobre o futuro dos Planos de Saúde e Previdência, sobre o Seguro de Vida e ainda fazer ressalvas que garantam a possibilidade de futuras ações judiciais para reparar perdas.

Fonte: Sindicato dos Bancári@s de Curitiba

DEFORMA TRABALHISTA

Sindicato recupera mais de R$ 142 mil para bancários do Itaú

Banco fez uma série de cálculos equivocados no pagamento de férias para trabalhadores demitidos; erro foi observado porque trabalhadores fizeram homologação no Sindicato

Foto: Taís Nozue / Arquivo / Seeb-SP

São Paulo – O Itaú vem protagonizando uma série de equívocos ao realizar o pagamento de verbas indenizatórias para bancários demitidos. Segundo levantamento realizado pelo setor de homologações do Sindicato, somente nos meses de dezembro de 2017 e janeiro de 2018, foram mais de R$ 142 mil reais que o banco deixaria de pagar aos funcionários desligados se não fosse a revisão realizada pelos profissionais da entidade.

“O valor refere-se apenas ao pagamento de férias que o banco calculou erroneamente e que acarretaria prejuízo aos bancários neste momento tão delicado para a vida do trabalhador que é a demissão”, afirma Marta Soares, dirigente do Sindicato e bancária do Itaú.

Em um dos casos, o banco realizaria o crédito faltando R$ 16 mil que um bancário teria direito. O valor foi corrigido no momento da homologação, e o banco assinou um temo de compromisso, comprometendo-se a realizar o pagamento da diferença.

“Esse é apenas um dos motivos para que a homologação seja feita exclusivamente no Sindicato. Se não fosse a revisão realizada pelos nossos profissionais, muitos bancários receberiam indenizações inferiores àquelas que de fato têm direito. É por isso que criticamos a postura do Itaú de deixar de realizar as homologações no Sindicato”, reforça Marta.

Em janeiro, o Itaú informou que iria implementar diversos pontos da reforma trabalhista – incluindo o fim da homologação sendo feita no Sindicato. A medida unilateral do banco, sem diálogo com os trabalhadores, provocou protestos em várias partes do Brasil.

Fique seguro – Mas atenção, bancário! Mesmo que o Itaú obrigue a realizar a homologação fora do Sindicato, os profissionais da entidade ainda podem te auxiliar.

> Fique atento: homologação fora do Sindicato é roubada

Você pode realizar a sua pré-homologação no Sindicato, trazendo sua carteira de trabalho, os últimos doze holerites e o extrato do FGTS, se tiver. Assim, será possível calcular o valor que o banco deverá creditar na ocasião do seu desligamento.

Caso você já tenha realizado a homologação, é possível fazer uma nova conferência aqui no Sindicato. Basta trazer os mesmos documentos, que os profissionais da entidade irão checar se o valor pago pelo banco foi, de fato, o devido. Mas fique atento! Ao assinar o termo de quitação, você estará abrindo mão de cobrar judicialmente possíveis valores pagos incorretamente. Por isso é fundamental passar no Sindicato antes de mais nada. Assim você terá mais segurança de que receberá tudo que tem direito.

Fonte: Sindicato dos Bancári@s de São Paulo

 

 

 

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