Rua XV de novembro, 270, sala 510, Centro, Curitiba-PR, CEP 80020-310, Fone (41)-33229885, Fax (41)-33245636, fetec@fetecpr.org.br
 
 
publicado em 31 de julho de 2018 às 12:49:
Para os acionistas tudo, mas e para os bancários?

​Itaú vai pagar “superdividendo” de 70,6% acionistas, o maior montante já distribuído em um ano por uma empresa brasileira de capital aberto.

O Brasil vive uma crise profunda já há alguns anos. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu apenas 1% em 2017, na primeira alta após dois anos consecutivos de retração.

Falta emprego para 27,7 milhões de brasileiros. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) trimestral, divulgada na quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 13,7 milhões de desempregados, 6,2 milhões de subocupados e 7,8 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas desistiram porque já não conseguem mais procurar emprego. Assim, a taxa de desemprego/subutilização da força de trabalho ficou em 24,7% no primeiro trimestre de 2018, a maior da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. O contingente de subutilizados também é o maior já registrado pela pesquisa.

Nesse cenário de caos, somente uns poucos ganham, e muito! É o 1% da população para quem nunca há crise. Levantamento da consultoria Economatica aponta que, nos últimos 12 meses até julho, a média do ganho dos acionistas com dividendos e juros sobre capital próprio foi a maior desde 2010.

Por lei, as empresas com ações em bolsa precisam distribuir, no mínimo, 25% do lucro para os acionistas. No entanto, muitas delas, como as de energia e instituições financeiras, distribuem ainda mais. O Itaú Unibanco, por exemplo, paga pelo menos 35% do lucro aos acionistas. E este ano vai pagar ainda mais: um “superdividendo” de 70,6% do lucro anual da instituição em 2017 (R$ 17,6 bilhões) – o maior montante já distribuído em um ano por uma empresa brasileira de capital aberto.

“Os bancos lucram muito. Os acionistas ficam contentes com isso. Mas, e como fica a vida dos bancários? Os principais responsáveis por esse resultado estrondoso, pressionados a cumprir metas abusivas que adoecem e têm custos enormes para a vida desses trabalhadores, de suas famílias e para toda a sociedade”, afirma a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. “A mesma sociedade que paga impostos sobre o salário, a renda, sobre cada produto que compra, enquanto uma lei da era FHC permite que esses acionistas não paguem nada sobre essa montanha de dinheiro que recebem”, critica.

“O custo que a sociedade paga pelo alto lucros dos bancos no Brasil é altíssimo, enquanto os poucos milionários se dão bem. Esse não é o sistema financeiro que a gente quer. É preciso promover mudanças para impedir que o lucro deles seja resultado do massacre da sociedade e para que, quem ganha tanto, pague mais impostos e ajude a financiar o crescimento do Brasil, para todos”, concluiu a presidenta da Contraf-CUT.

Leia também:
> Lucro do Bradesco ultrapassa R$ 10 bilhões no 1º semestre
> Santander lucra 5,9 bilhões no primeiro semestre de 2018
> Setor que mais lucra no Brasil se recusa garantir empregos na CCT 
> Bancos fecharam 2.846 postos de trabalho no primeiro semestre de 2018
> Não há razão para demissões nos bancos
> Metas são principal causa de adoecimento, mas bancos não trazem solução
> Até 1º de agosto bancários devem ter proposta final
> Bancários vão para mesa negociar, mas bancos frustram primeira rodada

Fonte: Contraf-CUT

deixe seu comentário

 
últimas notícias
11 de outubro de 2018
  Paulo Guedes, ministro da economia de Bolsonaro, já coloca preço para vender Caixa e...
10 de outubro de 2018
  Financiários assinam acordo e garantem direitos
9 de outubro de 2018
  MDB, Patriota e PSD lideram barrados na Lei da Ficha Limpa em 2018
9 de outubro de 2018
  Por defender bandeira dos trabalhadores, CUTistas são bem votados no Brasil
9 de outubro de 2018
  Ministro e relator da reforma Trabalhista não conseguem reeleição
  © Copyright 2011. Todos os direitos reservados.
WebmaniaBR® - Ideias em códigos