Apesar de o movimento sindical ter alertado o Bradesco sobre os riscos que os funcionários e funcionárias estariam correndo trabalhando nas agências transformadas em unidades de negócios, sem a presença de vigilantes e de portas giratórias, o banco levou adiante essa mudança e as consequências já estão acontecendo.  Na última semana, na agência localizada na Zona Norte de Londrina, uma bancária foi agredida por um cliente insatisfeito com o modelo de atendimento precário imposto pelo Bradesco. Ela foi arrastada pelos cabelos e jogada contra a parede de vidro do banco.

“Com esse tipo de violência sofrida, a funcionária acabou sendo afastada do trabalho com problemas psicológicos. Estamos cobrando do Bradesco a emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e toda a assistência necessária para que esta bancária possa se recuperar”, relata Valdecir Cenali, diretor do Sindicato de Londrina e representante do Vida Bancária na COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Bradesco.

Valdecir afirma que o Sindicato está monitorando as unidades de negócios e verificando se foram registradas outras ocorrências desse tipo no País para cobrar da direção do banco o retorno do modelo de segurança anterior que existia nas agências. “Não podemos permitir que o Bradesco deixe seus funcionários largados à própria sorte por conta da redução de custos para ampliar ainda mais seus exorbitantes lucros”, ressalta.

Fonte: Vida Bancária

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