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publicado em 19 de outubro de 2018 às 12:02:
Posicionamentos e manifestos públicos em defesa da democracia marcam véspera de segundo turno

Em cenário de polarização nas eleições presidenciais 2018, em que o segundo turno irá definir os rumos do país no próximo período, é cada vez maior a quantidade de manifestos públicos relacionados a categorias de trabalhadores em defesa da democracia.

 

Os manifestos são posicionamentos políticos difundidos pelas redes sociais, abaixo-assinados nominalmente, e tendo em comum o apoio à candidatura de Fernando Haddad e o posicionamento contra Jair Bolsonaro, considerando que Haddad representa um programa de governo a ser executado junto à população brasileira e que Bolsonaro representa a escalada da violência contra as minorias à sombra do risco de nova ditadura militar no país. Os programas de governo, nesse sentido, não são equivalentes: um refere-se à manutenção da democracia e o outro não.

O Manifesto da Frente Democrática Suprapartidária é a favor de pacto nacional liderado pela candidatura de Fernando Haddad e contra Jair Bolsonaro já foi assinado por mais de 220 intelectuais, ex-ministros, escritores e professores universitários e defende  “a manutenção dos direitos e das liberdades, bem como do desenvolvimento e do progresso social, econômico, político e ambiental”.

Estudantes de medicina, docentes e médicos que atuam em Brasília (UnB, ESCS, UCB), em faculdades públicas e privadas, trabalhando no SUS diariamente, publicaram o Manifesto Contra o Fascismo a Favor do SUS, destacando o combate a qualquer tipo de violência contra as minorias.

Um manifesto de espíritas, que se identificam como pertencentes a diferentes ideologias políticas e apoiadores de diversas candidaturas do campo democrático, publicaram manifesto contra Bolsonaro declarando que tornam pública a posição “por eleições livres, democracia plena, Estado de Direito, justiça imparcial, direitos humanos, não-violência, respeito, fraternidade, tolerância e paz entre todos/as”.

Intelectuais e acadêmicos estrangeiros também lançaram manifesto sobre os riscos para o mundo de Bolsonaro ser eleito, pelo caráter fascista de seus posicionamentos.

A Federação Nacional dos Jornalistas lançou manifesto para defender a democracia e se opor ao fascismo. Paralelamente, jornalistas e comunicadores realizam abaixo-assinado, alertando em carta-manifesto que o que está em jogo não é disputa entre duas legendas partidárias, mas uma candidatura democrática contra outra que representa “retrocesso civilizatório”.

Grupos de igrejas e diferentes religiões também declararam em manifesto a defesa da democracia e apoio à candidatura de Haddad, um manifesto “contra a barbárie”.

As entidades Sociedades psicanalíticas, Escolas de Psicanálise e Associações de psicanalistas lançaram manifesto colocando em pauta o risco ao Estado Democrático de Direito que está em jogo nessas eleições, considerando que “A democracia é o único fiador de nosso futuro como nação, é o único caminho em direção a uma sociedade livre, justa e fraterna”, destacando para a consciência do voto pela manutenção da democracia.

Um grupo de economistas brasileiros e estrangeiros lançou manifesto em apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) à Presidência, destacando que “Os signatários desse manifesto têm posições distintas sobre economia; alguns são, inclusive, críticos contundentes de políticas econômicas adotadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). O que está em jogo agora, contudo, é o regime democrático brasileiro e as instituições do Estado de direito”.

Os movimentos sociais de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais – LGBTI+  lançaram Manifesto LGBTI+ em defesa da Democracia e da campanha de Haddad e Manuela D’Ávila, contra os posicionamentos de Bolsonaro, afirmando tratar-se da defesa do direito de existência. “O Messias do terror e do ódio publicizou e autorizou o que muitas/os brasileiras/os sempre acreditaram, mas nunca tiveram coragem de bradar”, destacando, ainda, o visível e assustador aumento de agressões à população LGBTI no segundo turno desta eleição.

O Conselho Nacional das Instituições de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), como representante das Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, composta pelos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, Centros Federais de Educação Tecnológica e Colégio Pedro II, manifestou-se sobre os casos de desrespeito, em que acompanham “com profunda indignação, a propagação e o incentivo à violência (física e simbólica), à banalização da vida, à xenofobia, ao autoritarismo, à intimidação, ao desrespeito às diferenças, à discriminação e ao ódio de classe, ao menosprezo pelos direitos humanos e à apologia a práticas de silenciamento e de cerceamento das liberdades individuais”.

Representantes do movimento hip-hop brasileiro publicaram o manifesto “Rap Pela Democracia“, em defesa do Estado democrático e contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) a presidente.

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia – ABJD – publicou posicionamento em que “se coloca frontalmente contra qualquer projeto ou candidatura que signifique o aprofundamento da crise política, econômica e social do Brasil, de mais retirada de direitos e de ameaças ao Estado Democrático de Direito e aos valores da democracia, com pluralidade de pensamento e livre manifestação”.

O Conselho Federal de Nutricionistas publicou Manifesto pela Democracia, em defesa da Nutrição, do SUS e do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável.

Artistas e intelectuais de diversas áreas e posições políticas se mobilizam com a publicação do manifesto Democracia Sim. Da mesma forma, professores da USP encabeçam petição pública com Manifesto pela Democracia.

 

Edição: Paula Zarth Padilha
FETEC-CUT-PR

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