Ilustração: Thais Trindade

A chegada do mês de setembro deu início a uma série de debates sobre a importância da promoção da saúde mental como fator de prevenção ao suicídio. Isso porque 10 de setembro é o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio e integra o calendário do chamado Setembro Amarelo, uma campanha nacional que tem como objetivo chamar atenção para o tema.

Entre os vários aspectos que integram a promoção da saúde mental, um debate em específico tem se destacado: a atual situação do Brasil, imerso em um emaranhado de crises (econômica, social, política e sanitária), que deixou sua população refém do desemprego, da falta de condições dignas de vida, da fome e da desesperança. Atualmente, no País, mais de 14% da população está à procura de emprego. Além disso, 19,1 milhões de brasileiros passam fome. Ou seja, uma situação que só promove sofrimento adoecimento para a maioria das pessoas.

Vale destacar que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 80% dos suicídios mundiais são reportados em nações de rendas baixa e média. “A cada ano, cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida e um número ainda maior de indivíduos tenta suicídio. Cada suicídio é uma tragédia que afeta famílias, comunidades e países inteiros e tem efeitos duradouros sobre as pessoas deixadas para trás”, informa a OMS.

No Instagram, a arquiteta e artista feminista Thais Trindade (@artivistha) publicou uma ilustração e um texto apontando algumas coisas que deveriam fazer parte da campanha nacional de prevenção aos suicídios, entre elas, empregorendacomidamoradia acesso à saúde gratuito (clique aqui para ver a ilustração). “Para tratar saúde mental com seriedade e, de fato, promover prevenção ao suicídio e depressão coletiva, precisamos de políticas públicas múltiplas, sejam medidas socioeconômicas ou iniciativas de promoção de saúde pública: essas pautas andam juntas”, explicou no texto publicado.

Diante de tudo isso, neste Setembro Amarelo, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários, Financiários e Empresas do Ramo Financeiro de Curitiba e região reitera sua luta permanente por emprego, renda e vida digna para todos os trabalhadores brasileiros. E reafirma sua posição de que a promoção da saúde mental deve andar ao lado da justiça social.

Fonte: SEEB Curitiba

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