Há vários meses, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários, Financiários e Empresas do Ramo Financeiro de Curitiba e região recebe denúncias de funcionários e funcionárias do Santander sobre as péssimas condições de trabalho e assédio moral. Segundo os relatos, a Superintendência local tem desrespeitado sistematicamente o bom senso, os códigos de conduta e ética do banco, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e até a vida dos trabalhadores.

“Em Curitiba e região, os bancários e bancárias do Santander têm passado por momentos terríveis. Não bastasse terem que lidar com a pandemia da Covid-19, que assola a todos há mais de um ano e meio, os trabalhadores estão expostos a recorrentes desmandos da Superintendência, que tem por prática expor, ameaçar e cobrar muito mais do que próprio banco determina como meta”, relata o dirigente sindical Bruno Wunderlich. As denúncias informam que tais situações ocorrem nas videoconferências, reuniões presenciais e por WhatsApp, esse último, inclusive, de forma indiscriminada, desrespeitando horário de descanso e finais de semana.

Vale lembrar que durante o período crítico da pandemia, protocolos de higienização foram ignorados pelo Santander, casos positivos para a Covid-19 não foram informados e testes não foram realizados quando deveriam, tudo em nome da produtividade. Atitudes que negligenciaram a saúde e a vida, colocando em risco funcionários e suas famílias.

A vida vale mais que o lucro
Essa conduta sistemática do Santander afeta diretamente a saúde dos trabalhadores. “A ganância por resultados e pelo lucro a qualquer custo desta Superintendência tem gerado sobrecarga de trabalho, estresse e adoecimento. É uma completa negligência ao bem-estar, à saúde e à vida dos bancários”, avalia Bruno. O banco não pode ignorar a falta de funcionários – um problema recorrente na categoria bancária – e submeter os trabalhadores a uma pressão desmedida pelo cumprimento das metas e da rotina imposta. A produtividade não pode estar acima da vida.

O Sindicato tem encaminhado, conforme os protocolos previstos na CCT, todas as denúncias recebidas para que o Santander tome as providências necessárias. “Porém, embora o banco informe ciência do teor dos relatos, parece que prefere colocar ‘panos quentes’ a resolver definitivamente a situação”, critica Bruno. “Mas nós continuaremos registrando todas as denúncias, acompanhando o andamento de cada uma delas e cobrando que o banco solucione a situação com urgência”, completa.

O Sindicato também acionará todas as instâncias cabíveis para que a gestão intransigente e desumana da Superintendência de Curitiba chegue ao fim, pois os bancários e bancárias do Santander merecem condições de trabalho dignas e decentes.

Fonte: SEEB Curitiba

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