Foto: Pactu

Uma das atividades mais impactadas pela pandemia do novo coronavírus foi a educação. No mundo todo, milhões de estudantes de todas as etapas tiveram aulas presenciais suspensas, como forma de prevenção à propagação da terrível doença. A medida mostrou-se absolutamente acertada e não é possível contar a quantidade de infecções e óbitos que foram evitados com o isolamento imposto aos estudantes e profissionais da educação.

Até o momento, pelo menos no Ocidente, todas as tentativas de retorno das aulas presenciais têm se revelado desastrosas e, onde já foi tentado, imediatamente foi observado o número de novos casos de contaminação. Muitos especialistas que o retorno às aulas presenciais, com segurança, será possível somente após a vacinação em massa da população.

Enquanto isto não acontece, governos e instituições de ensino têm investido na alternativa possível, as aulas online. O mundo todo tem desenvolvido diferentes plataformas destinadas a aulas à distância, muitas vezes com recursos tecnológicos bastante sofisticados. O objetivo é suprir as aulas presenciais da melhor forma possível.

No Brasil, mais especificamente no Paraná, não é diferente. Desde o início da pandemia, foi criado o programa Aula Paraná, que utiliza a TV e a internet para o oferecimento das aulas. Porém, esbarramos em um antigo problema. A desigualdade social impede que milhares de alunos e alunos participem das aulas, por falta de equipamento e de internet. Essa desigualdade, somada à indiferença do governo e da Secretaria de Estado da Educação, infelizmente, tem criado imensas dificuldades para uma grande parcela de estudantes paranaenses do 6º ao 9º ano e do ensino médio.

Os movimentos sociais e o movimento sindical são críticos desta situação. Mas, ao mesmo tempo, são sensíveis e solidários com os alunos que estão sendo privados das aulas. Em Umuarama, o Colégio Estadual Hilda T. Kamal iniciou um projeto com o objetivo de conseguir doação de equipamentos para que alunos da instituição possam participar do Aula Paraná.

Atendendo esse apelo, o Sindicato dos Bancários de Umuarama, Assis Chateaubriand e Região, nesta quinta, 17/09, fez a doação de três smartphones a alunos indicados pelo colégio. Wilson de Souza, coordenador do Sindicato, informou que os aparelhos doados estavam em desuso e que ficava satisfeito em saber que eles seriam úteis para os três jovens estudantes beneficiados pela doação. Wilson também parabenizou a direção do colégio pela iniciativa.

A entrega dos aparelhos foi acompanhada pelo diretor do colégio, Prof. Jeferson Henrique Trento e pelos dirigentes do Sindicato, Nelson Ortiz e Luiz Carlos Fernandes.

Fonte: Pactu

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