Nesta sexta-feira (19), bancários e bancários do Banco do Brasil, em todo o país, realizaram mais um dia de protestos contra a “reestruturação” anunciada pelo banco no dia 11 de janeiro. Entre as medidas anunciadas pelo banco naquela data, estão a demissão, via planos de demissão voluntária, de mais de 5 mil funcionários; o fechamento de mais de 300 agências e postos de atendimento; a transformação de mais de 300 agências em postos de atendimento; e a mais cruel de todas, a extinção da função de caixas, que rebaixará os salários de mais de 5 mil funcionários e funcionárias do BB em todo o país.

Os bancários do BB, liderados pelos seus sindicatos, organizaram paralisações e outras formas de manifestação, em protesto contra as medidas, exigindo abertura de negociações com o banco, principalmente em relação aos temas que afetam diretamente os funcionários.

Luis Marcelo Legnani, presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão e funcionário do BB, lembrou mais uma vez que “as medidas anunciadas pelo BB têm baixo impacto nas contas do banco, conforme estudo do Dieese, e tem o claro objetivo de preparar o banco para a privatização”. Ainda segundo Marcelo, “o Banco do Brasil é, de longe, o maior financiador do agronegócio e da agricultura familiar brasileira. O prejuízo para o país, caso o banco seja privatizado, é absolutamente incalculável”, concluiu.

Marcelo informou que os bancários do BB do Paraná têm realizado plenárias semanais, para avaliação e organização das mobilizações, e que não está descartada uma greve por tempo indeterminado nos próximos dias, caso a direção do banco mantenha sua intransigência.

Fonte: Pactu

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