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publicado em 27 de junho de 2018 às 10:40:
Tiros: Acampamento por Lula livre é alvo de novo atentado

O acampamento Marisa Letícia sofreu um ataque nesta terça. De um carro, o agressor teria tentado atropelar militantes e, em seguida, disparado para o alto.
ACAMPAMENTO MARISA LETÍCIA

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Segundo relatos de testemunhas, o homem que atacou o acampamento gritava ofensas como ‘vagabundos’

 O acampamento Marisa Letícia, mantido em Curitiba desde a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de abril, sofreu ontem (26) mais um atentado a tiros. Durante a manhã, um homem tentou atropelar integrantes do movimento em apoio a Lula. Ele teria ameaçado os presentes e prometido voltar. Pouco tempo depois, cumpriu sua ameaça e retornou, efetuando disparos para intimidar as pessoas. Lula está detido perto do local, na Superintendência da Polícia Federal do Paraná.

Em nota, a organização do acampamento denunciou a ação criminosa: “Repudiamos o atentado na manhã de hoje, com tentativa de atropelamento e relato de tiros contra integrantes do acampamento Marisa Letícia, um dos espaços de dormitório dos militantes que estão na defesa do ex-presidente Lula.” O fato não foi inédito. No dia 28 de abril, o ativista Jeferson Lima de Menezes levou um tiro no pescoço em um ataque à vigília Lula livre.

O atentado também encontra paralelos com a última caravana realizada por Lula, na região Sul do país, que sofreu ataque a tiros, além de atentados violentos de diferentes ordens.

A coordenadora do acampamento, Edna Dantas, também denunciou, via redes sociais, o atentado. O sujeito que o praticou estava em um carro prateado, modelo Gol. De acordo com autoridades, os disparos teriam sido feitos para cima. “Passamos por mais um atentado fascista em Curitiba. O segundo atentado. Em plena luz do dia, o fascista atacou nosso acampamento. Tentou nos atropelar em um semáforo próximo e continuou tentando atropelar mais dois companheiros. Em seguida, se dirigiu ao acampamento com uma arma na mão, prometendo atirar”, disse.

Os relatos informam que o homem gritava ofensas como “vagabundos”. “Curitiba não está punindo, não tem segurança pública. Não protegem. Sofremos atentados e a segurança pública está ausente, deixando os fascistas atacarem o povo que tem uma bandeira. Curitiba está ausente, não pune os verdadeiros agressores. Divulgamos a cara, a identidade, a placa do carro e ninguém faz nada em defesa dos brasileiros que resistem”, completou Edna.

“Nos solidarizamos e exigimos a apuração por parte das autoridades e responsabilização dos culpados, lembrando que o atentado a tiros no dia 28 de abril, que feriu gravemente um militante no pescoço, ainda não apresentou qualquer resultado nas investigações. Frente a isso, é fundamental reforçar a organização dos trabalhadores, coletiva, com unidade entre os que constroem a vigília, frente aos ataques da extrema-direita, que despreza o povo, negros e negras, todos que lutam pelos direitos humanos”, completa a organização.

A organização do acampamento divulgou um vídeo no Facebook com imagens do agressor. Assista:

 

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