BB PEDE APOIO DOS SINDICATOS PARA QUE CASOS DE ASSÉDIO SEJAM DENUNCIADOS NA OUVIDORIA

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, a FETEC-CUT-PR e demais sindicatos filiados, estiveram reunidos na tarde do dia 16 de março, com representantes do Banco do Brasil, no Espaço Cultural em Curitiba. Estiveram presentes a gerente geral da Gepes Curitiba, Sandra Navarro, recém-empossada, o gerente da Diref Brasília, Sérgio Braga, e o gerente administrativo da Superintendência Estadual, Segatto. Em pauta, o combate ao assédio moral e às metas abusivas, algumas demandas pontuais de infraestrutura e o Plano de Carreiras e Remuneração (PCR).

O encontro foi uma iniciativa da Ouvidoria Itinerante do BB, que pretende resgatar sua credibilidade junto aos funcionários e sindicatos. “Nós entendemos a importância deste canal, principalmente no combate ao assédio moral. Por isso, apresentamos dados sobre o adoecimento dos bancários, que vêm tomando remédio para combater distúrbios mentais, como ansiedade, síndrome do pânico, insônia e depressão, tudo por conta do trabalho”, relata Ana Smolka, representante do Paraná na Comissão de Empresa dos Funcionários no Banco do Brasil. “Sabemos que, entre a categoria bancária, os afastamentos da Previdência já são 50% causados por distúrbios mentais e não mais só LER/Dort”, completa.

Diante das denúncias de metas abusivas e pressões sofridas pelo seu atingimento, foi debatido o formato dos Comitês de Ética e suas raras reuniões. O BB informou que já criou uma Divisão de Ética, responsável por tratar desvios de comportamento, como, por exemplo, assédio sexual, preconceito, homofobia, entre outros. O banco também afirmou que quer consolidar a ouvidoria para mediar conflitos, através da busca do reposicionamento dos envolvidos e de novas oportunidades.

Diante do pedido do BB por uma chance para consolidar o processo, o Sindicato decidiu divulgar a Ouvidoria Interna, não só como meio de encaminhamento de desabafos, mas esperando um reposicionamento de assediadores e, em casos mais graves, o envolvimento dos Comitês de Ética e suas consequências. “Assim orientamos os funcionários do BB a registrar o assédio moral e quaisquer outros desvios de comportamento na Ouvidoria Interna e também não deixar de registrar no Sindicato”, acrescenta Ana Smolka.

Acordo Aditivo de Combate ao Assédio – O BB defendeu-se por não ter assinado o Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, referente ao assédio moral, alegando ter um mecanismo melhor. “O movimento sindical discorda desta afirmação, pois na cláusula do Acordo Aditivo está previsto o envolvimento dos sindicatos; já no modelo adotado pelo banco, oriundo do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) e imposto por sentença judicial, o movimento sindical está envolvido somente nas eleições dos representantes dos funcionários”, explica Ana Smolka.

Outros temas – Os representantes dos trabalhadores também denunciaram alguns casos de deficiência na infraestrutura das dependências do BB em Curitiba e no interior, como a falta de banheiros. Os representantes do banco prometeram solução imediata para esses problemas.

Com relação ao PCR dos atendentes da Central de Atendimento do Banco do Brasil (CABB), o BB garantiu o tratamento destas comissões exatamente igual ao tratamento de qualquer outra comissão, portanto pontuando no PCR. “Frente aos boatos de que os atendentes não seriam contemplados, Sérgio Braga afirmou que todos os comissionados, incluindo os atendentes A e B da CABB, participam da tabela de valores divulgada pelo Sindicato, que será amplamente debatida nos canais oficiais de comunicação do BB”, finaliza Alessandro Greco Garcia, dirigente sindical.

Atualizado no dia 18/03/2011, às 14h

Por: Renata Ortega.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br

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