fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 09:32 Notícias

BNDES TEM SOBRA DE CAIXA DE R$ 15 BI

Desembolsos do banco este ano foram 24% menores do que em igual período de 2002
Estadão – ALAOR BARBOSA
RIO – Os desembolsos de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) caíram 24% nos nove primeiros meses do ano em relação a igual período do ano passado. O banco liberou R$ 1,997 bilhão em setembro, elevando o acumulado em nove meses do ano para R$ 19,055 bilhões. Como o orçamento do banco prevê desembolsos de R$ 34,7 bilhões este ano, o banco ainda dispõe de R$ 15,6 bilhões para os próximos três meses, o que corresponde a uma média mensal superior a R$ 5 bilhões.
As aprovações de novas operações também estão em ritmo lento. De janeiro a setembro, o banco aprovou operações no valor de R$ 19,593 bilhões, o que representa queda de 33% em relação a igual período de 2002. Como os valores estão em valores nominais, a queda real (descontada a inflação) chega a mais de 50% em relação ao ano passado. As “consultas” ao banco registraram queda de 17% no ano (R$ 26,447 bilhões até setembro) e os “enquadramentos” caíram 19% (R$ 21,301 bilhões).
Pelos dados do banco estatal de fomento divulgados ontem, o BNDES está liberando mais recursos para as empresas de menor porte e reduzindo o fluxo de recursos para as exportações.
Nos primeiros nove meses do ano, os repasses para as micro e pequenas empresas somaram R$ 5,1 bilhões no acumulado do ano, com aumento de 35% em relação aos nove meses do ano passado. Com isso a participação desse segmento atingiu 27% no volume total de repasses.
Os empréstimos para empresas de médio porte cresceram 6%, totalizando R$ 1,657 bilhão, com o segmento participando com 9% do total. As grandes empresas continuam com a “parte do leão” dos recursos do banco, com participação de 64%, apesar da queda de 37% em relação a janeiro/setembro de 2002. Ao todo, as grandes empresas receberam R$ 12,2 bilhões dos cofres do banco estatal este ano. Os desembolsos para as exportações somaram US$ US$ 1,535 bilhão este ano, com queda de 48% no acumulado do ano.
Agentes financeiros – Apesar de a atual diretoria do banco estatal criticar abertamente os bancos que atuam como agentes financeiros, houve aumento de operações por meio desses bancos no mês passado. Dos desembolsos totais de R$ 1,92 bilhão em setembro, R$ 1,313 bilhão foram por meio de agentes financeiros, o que correspondeu a 68% do total. Nos últimos anos, os agentes financeiros têm repassado cerca de metade nos recursos do banco estatal de fomento. No acumulado de nove meses, inclusive, essa participação ficou em 54,77%, com um total de R$ 10,389 bilhões de janeiro a setembro dos agentes financeiros para um desembolso total de R$ 18,970 bilhões no período.
O grupo Bradesco manteve a liderança no repasses de recursos do BNDES, seguido pelo Unibanco e Banco do Brasil.
O setor de energia elétrica foi o mais beneficiado pelos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico até setembro. O setor recebeu R$ 3,255 bilhões nos primeiros nove meses do ano. Esse volume tende a crescer até o final do ano, especialmente se as empresas aderirem ao programa de capitalização lançado pela instituição, que prevê aportes de até R$ 3 bilhões para as empresas do setor.
Além do setor elétrico, o banco liberou R$ 2,469 bilhões para o setor de transporte aéreo, basicamente os clientes da Embraer, com participação de 13% do total.
No setor de infra-estrutura, o transporte terrestre recebeu R$ 1,939 bilhão, com aumento de 54% em relação a igual período do ano passado, com participação de 10%. Os três setores somados responderam por 40% das liberações de recursos do banco até setembro.

Por 09:32 Sem categoria

BNDES TEM SOBRA DE CAIXA DE R$ 15 BI

Desembolsos do banco este ano foram 24% menores do que em igual período de 2002

Estadão – ALAOR BARBOSA

RIO – Os desembolsos de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) caíram 24% nos nove primeiros meses do ano em relação a igual período do ano passado. O banco liberou R$ 1,997 bilhão em setembro, elevando o acumulado em nove meses do ano para R$ 19,055 bilhões. Como o orçamento do banco prevê desembolsos de R$ 34,7 bilhões este ano, o banco ainda dispõe de R$ 15,6 bilhões para os próximos três meses, o que corresponde a uma média mensal superior a R$ 5 bilhões.

As aprovações de novas operações também estão em ritmo lento. De janeiro a setembro, o banco aprovou operações no valor de R$ 19,593 bilhões, o que representa queda de 33% em relação a igual período de 2002. Como os valores estão em valores nominais, a queda real (descontada a inflação) chega a mais de 50% em relação ao ano passado. As “consultas” ao banco registraram queda de 17% no ano (R$ 26,447 bilhões até setembro) e os “enquadramentos” caíram 19% (R$ 21,301 bilhões).

Pelos dados do banco estatal de fomento divulgados ontem, o BNDES está liberando mais recursos para as empresas de menor porte e reduzindo o fluxo de recursos para as exportações.

Nos primeiros nove meses do ano, os repasses para as micro e pequenas empresas somaram R$ 5,1 bilhões no acumulado do ano, com aumento de 35% em relação aos nove meses do ano passado. Com isso a participação desse segmento atingiu 27% no volume total de repasses.

Os empréstimos para empresas de médio porte cresceram 6%, totalizando R$ 1,657 bilhão, com o segmento participando com 9% do total. As grandes empresas continuam com a “parte do leão” dos recursos do banco, com participação de 64%, apesar da queda de 37% em relação a janeiro/setembro de 2002. Ao todo, as grandes empresas receberam R$ 12,2 bilhões dos cofres do banco estatal este ano. Os desembolsos para as exportações somaram US$ US$ 1,535 bilhão este ano, com queda de 48% no acumulado do ano.

Agentes financeiros – Apesar de a atual diretoria do banco estatal criticar abertamente os bancos que atuam como agentes financeiros, houve aumento de operações por meio desses bancos no mês passado. Dos desembolsos totais de R$ 1,92 bilhão em setembro, R$ 1,313 bilhão foram por meio de agentes financeiros, o que correspondeu a 68% do total. Nos últimos anos, os agentes financeiros têm repassado cerca de metade nos recursos do banco estatal de fomento. No acumulado de nove meses, inclusive, essa participação ficou em 54,77%, com um total de R$ 10,389 bilhões de janeiro a setembro dos agentes financeiros para um desembolso total de R$ 18,970 bilhões no período.

O grupo Bradesco manteve a liderança no repasses de recursos do BNDES, seguido pelo Unibanco e Banco do Brasil.

O setor de energia elétrica foi o mais beneficiado pelos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico até setembro. O setor recebeu R$ 3,255 bilhões nos primeiros nove meses do ano. Esse volume tende a crescer até o final do ano, especialmente se as empresas aderirem ao programa de capitalização lançado pela instituição, que prevê aportes de até R$ 3 bilhões para as empresas do setor.

Além do setor elétrico, o banco liberou R$ 2,469 bilhões para o setor de transporte aéreo, basicamente os clientes da Embraer, com participação de 13% do total.

No setor de infra-estrutura, o transporte terrestre recebeu R$ 1,939 bilhão, com aumento de 54% em relação a igual período do ano passado, com participação de 10%. Os três setores somados responderam por 40% das liberações de recursos do banco até setembro.

Close