8 de Março na imprensa – entre o “essencialismo” e o feminismo (Todos os veículos-02 à 13).
A cobertura do 8 de Março pela imprensa monitorada destacou as manifestações pela Paz ao redor do mundo. Matérias evocaram, ao lado dos avanços e conquistas das mulheres no último século, os discursos essencialistas sobre o “feminino”. O “discurso de gênero” e as feminista não se colocaram como uma referência significativa para a mídia monitorada.
Rosemary Barder-Madden, representante do Fundo de Populações das Nações Unidas no Brasil, em coluna no Jornal do Brasil (08) recupera os Tratados Internacionais para a construção da equidade de gênero: a Convenção pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), de 1979, e a Declaração do Milênio, de 2000.
O Correio Braziliense do dia 08 produziu um Caderno Especial para o “Dia da Mulher” no qual destacou a luta das mulheres Sem Terra; a pesquisa do Dieese sobre o crescimento da participação feminina no mercado de trabalho; o aumento dos níveis educacionais entre as mulheres; a diferença de remuneração entre homens e mulheres; a homenagem do Ministério da Educação para professoras octogenárias; além de contar a história de vida de cinco mulheres.
O Globo, no dia 09 de março, fez longa matéria com Eugênia, a ex-companheira da cantora Cássia Eller, que ganhou na justiça a guarda definitiva do filho da cantora, enfocando o ineditismo do fato.
Na semana do 8 de março, a revista Veja se limitou a publicar uma matéria de cinco páginas sobre estética feminina e envelhecimento e outra sobre o chamado sexo casual. A matéria intitulada Inteiras na Meia Idade apresenta mulheres a partir dos 45 anos que se mantêm com aspecto jovial, porque investiram “tempo e dinheiro na fórmula plástica-dieta-creme-ginástica” para “brilhar nas festas, ofuscar a concorrência, embasbacar quando conta (se conta) a idade”. Um novo remédio com a finalidade de retardar o envelhecimento da pele também foi matéria na revista Época (10). A matéria Beijinho, Beijinho; Tchau, Tchau começa afirmando que mulher é louca por compromisso, mas “enquanto o parceiro ideal não chega, cada vez mais moças estão aderindo a uma prática que já foi exclusiva dos homens: o sexo casual”.
A IstoÉ (12) realizou uma entrevista com Julio Lobos, PhD em relações industriais pela Cornell University, sobre mulheres empresárias em situação de poder. Enfocando o mito de que mulheres no poder ficam infelizes e solitárias, Julio Lobos destacou as diferenças culturais entre o Brasil, Estados Unidos e Europa e reforçou a desigualdade de gênero que ainda se expressa nas poucas oportunidades e nos salários menores.
A Época (03) traz como matéria de capa o número de mulheres sozinhas no país, abaixo da pergunta “Falta homem?” A partir do livro da historiadora americana Bárbara D. Whitehead (Por que faltam homens bacanas), a matéria se refere à “enrascada romântica da nova solteira – independente, bem-sucedida, estudada, malhada, viajada, elegante, com vida social intensa e intelectualmente inquieta”. Segundo a matéria, as mulheres “não disfarçam o desespero” de encontrar um companheiro para estabelecer um relacionamento.
Notícias recentes
- Governo Lula vai registrar a menor inflação da história, diz Haddad
- Trabalhador se mantém na luta coletiva, aponta pesquisa, segundo Sérgio Nobre
- Congresso aprova Orçamento para 2026
- Após adiamentos, Banco Central desiste de regular Pix Parcelado
- Bolsa supera os 164 mil pontos e bate terceiro recorde seguido
Comentários
Por Mhais• 1 de abril de 2003• 12:34• Sem categoria
8 DE MARÇO NA IMPRENSA
8 de Março na imprensa – entre o “essencialismo” e o feminismo (Todos os veículos-02 à 13).
A cobertura do 8 de Março pela imprensa monitorada destacou as manifestações pela Paz ao redor do mundo. Matérias evocaram, ao lado dos avanços e conquistas das mulheres no último século, os discursos essencialistas sobre o “feminino”. O “discurso de gênero” e as feminista não se colocaram como uma referência significativa para a mídia monitorada.
Rosemary Barder-Madden, representante do Fundo de Populações das Nações Unidas no Brasil, em coluna no Jornal do Brasil (08) recupera os Tratados Internacionais para a construção da equidade de gênero: a Convenção pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), de 1979, e a Declaração do Milênio, de 2000.
O Correio Braziliense do dia 08 produziu um Caderno Especial para o “Dia da Mulher” no qual destacou a luta das mulheres Sem Terra; a pesquisa do Dieese sobre o crescimento da participação feminina no mercado de trabalho; o aumento dos níveis educacionais entre as mulheres; a diferença de remuneração entre homens e mulheres; a homenagem do Ministério da Educação para professoras octogenárias; além de contar a história de vida de cinco mulheres.
O Globo, no dia 09 de março, fez longa matéria com Eugênia, a ex-companheira da cantora Cássia Eller, que ganhou na justiça a guarda definitiva do filho da cantora, enfocando o ineditismo do fato.
Na semana do 8 de março, a revista Veja se limitou a publicar uma matéria de cinco páginas sobre estética feminina e envelhecimento e outra sobre o chamado sexo casual. A matéria intitulada Inteiras na Meia Idade apresenta mulheres a partir dos 45 anos que se mantêm com aspecto jovial, porque investiram “tempo e dinheiro na fórmula plástica-dieta-creme-ginástica” para “brilhar nas festas, ofuscar a concorrência, embasbacar quando conta (se conta) a idade”. Um novo remédio com a finalidade de retardar o envelhecimento da pele também foi matéria na revista Época (10). A matéria Beijinho, Beijinho; Tchau, Tchau começa afirmando que mulher é louca por compromisso, mas “enquanto o parceiro ideal não chega, cada vez mais moças estão aderindo a uma prática que já foi exclusiva dos homens: o sexo casual”.
A IstoÉ (12) realizou uma entrevista com Julio Lobos, PhD em relações industriais pela Cornell University, sobre mulheres empresárias em situação de poder. Enfocando o mito de que mulheres no poder ficam infelizes e solitárias, Julio Lobos destacou as diferenças culturais entre o Brasil, Estados Unidos e Europa e reforçou a desigualdade de gênero que ainda se expressa nas poucas oportunidades e nos salários menores.
A Época (03) traz como matéria de capa o número de mulheres sozinhas no país, abaixo da pergunta “Falta homem?” A partir do livro da historiadora americana Bárbara D. Whitehead (Por que faltam homens bacanas), a matéria se refere à “enrascada romântica da nova solteira – independente, bem-sucedida, estudada, malhada, viajada, elegante, com vida social intensa e intelectualmente inquieta”. Segundo a matéria, as mulheres “não disfarçam o desespero” de encontrar um companheiro para estabelecer um relacionamento.
Deixe um comentário