De acordo com a matéria publicada na revista Carta Capital, de 9 de abril de 2003, o grupo financeiro HSBC está sendo pressionado para explicar sua ligação com o ex-ditador iraquiano, Saddam Hussein.
A revista explica que uma investigação do periódico the Observer revelou que diretores do HSBC tiveram reuniões em Londres com representantes oficiais do Rafidain Bank, de propriedade do regime de Saddam, com matriz em Bagdá.
Especialistas acreditam que instituições financeiras como o Rafidain concediam ajuda para Saddam manipular um rede internacional de bancos, permitindo que o ditador reunisse fundos que permitiriam a compra de material bélico.
O Observer descobriu que o Rafidain possui 5% do British Arab Commercial Bank (BACB), instituição que o HSBC possui 47% das ações.
Também foi apurado pelo Observer que banqueiros do regime de Saddam estiveram em várias reuniões na sede do BACB, na capital da Inglaterra. O Rafidain tem um diretor do BACB, e sua parte nesta instituição tem valor estipulado em R$ 40 milhões.
Alguns parlamentares britânicos estão pedido que o HSBC forneça mais detalhes sobre suas relações com o Rafidain e das reuniões com seus representantes. Este é o caso de Austin Mitchell, do Partido Trabalhista, que afirmou parecer incrível que, enquanto a Inglaterra está em guerra contra Saddam Hussein, um banco britânico tenha um dos banqueiro do ex-ditador iraquiano em sua diretoria. Mitchel também ressaltou que bancos como o HSBC estão fechando os olhos para as origens do dinheiro.
Fonte: Fetec-Pr com informações da revista Carta Capital.
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Por Mhais• 25 de abril de 2003• 10:09• Sem categoria
AS RELAÇÕES DO HSBC COM SADDAM
De acordo com a matéria publicada na revista Carta Capital, de 9 de abril de 2003, o grupo financeiro HSBC está sendo pressionado para explicar sua ligação com o ex-ditador iraquiano, Saddam Hussein.
A revista explica que uma investigação do periódico the Observer revelou que diretores do HSBC tiveram reuniões em Londres com representantes oficiais do Rafidain Bank, de propriedade do regime de Saddam, com matriz em Bagdá.
Especialistas acreditam que instituições financeiras como o Rafidain concediam ajuda para Saddam manipular um rede internacional de bancos, permitindo que o ditador reunisse fundos que permitiriam a compra de material bélico.
O Observer descobriu que o Rafidain possui 5% do British Arab Commercial Bank (BACB), instituição que o HSBC possui 47% das ações.
Também foi apurado pelo Observer que banqueiros do regime de Saddam estiveram em várias reuniões na sede do BACB, na capital da Inglaterra. O Rafidain tem um diretor do BACB, e sua parte nesta instituição tem valor estipulado em R$ 40 milhões.
Alguns parlamentares britânicos estão pedido que o HSBC forneça mais detalhes sobre suas relações com o Rafidain e das reuniões com seus representantes. Este é o caso de Austin Mitchell, do Partido Trabalhista, que afirmou parecer incrível que, enquanto a Inglaterra está em guerra contra Saddam Hussein, um banco britânico tenha um dos banqueiro do ex-ditador iraquiano em sua diretoria. Mitchel também ressaltou que bancos como o HSBC estão fechando os olhos para as origens do dinheiro.
Fonte: Fetec-Pr com informações da revista Carta Capital.
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