Interessados em seguir carreira diplomática, com ajuda do governo, devem mostrar plano de estudo que será fiscalizado pelo CNPq
Carmen Souza
Da equipe do Correio
Paulo de Araújo
Jamile Cardoso já recebeu bolsa:‘‘Somos um país multicultural, quero contribuir para essa imagem’’
O plano é fazer com que o Brasil seja verdadeiramente representado no exterior. Para isso, o Ministério das Relações Exteriores criou um programa que concede bolsas aos afro-descendentes interessados em ingressar na carreira diplomática. Completando o primeiro aniversário, o projeto abriu inscrição para a escolha de novos bolsistas. São 20 vagas e um auxílio de R$ 2,5 mil durante dez meses.
‘‘A bolsa tem que ser investida na preparação do candidato’’, alerta o embaixador João Almino, diretor do Instituto Rio Branco, entidade responsável pela seleção de diplomatas. A fiscalização fica por conta do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq). O bolsista tem que apresentar um cronograma de estudo à instituição que acompanha o cumprimento das metas por meio de relatórios.
Além de se definir afro-descendente, o interessado em disputar as bolsas tem que ter concluído um curso superior ou estar cursando o último ano da faculdade. Para o embaixador João Almino, o programa é uma eficiente maneira de amenizar um problema estrutural do país.‘‘Temos 45% da população afro-descendente e um pouco mais de 10 diplomatas que se consideram negros. Não podemos cruzar os braços diante dessa situação’’, defende.
O embaixador informa que o programa de bolsas despertou o interesse dos negros pela diplomacia. No último concurso, das 6 mil pessoas inscritas, 600 se declararam afro-descendentes. As seleções anteriores tiveram cerca de 300 negros inscritos. A baiana Jamile Cardoso, de 23 anos, é uma das candidatas ao Itamaraty. A publicitária se mudou para Brasília disposta a virar embaixadora. ‘‘Já que somos um país multicultural, quero contribuir para essa imagem’’, diz.
Jamile foi uma das bolsistas da primeira versão do programa. O dinheiro, segundo ela, lhe permitiu frequentar os melhores cursos da cidade.‘‘Não passei no concurso, mas investi maciçamente em educação por um ano’’, pondera. Ela não parou de estudar e planeja participar da próxima seleção de bolsistas.
Fonte Correio Braziliense
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Por Mhais• 21 de maio de 2003• 16:36• Sem categoria
ITAMARATY INVESTE EM CANDIDATOS NEGROS
Interessados em seguir carreira diplomática, com ajuda do governo, devem mostrar plano de estudo que será fiscalizado pelo CNPq
Carmen Souza
Da equipe do Correio
Paulo de Araújo
Jamile Cardoso já recebeu bolsa:‘‘Somos um país multicultural, quero contribuir para essa imagem’’
O plano é fazer com que o Brasil seja verdadeiramente representado no exterior. Para isso, o Ministério das Relações Exteriores criou um programa que concede bolsas aos afro-descendentes interessados em ingressar na carreira diplomática. Completando o primeiro aniversário, o projeto abriu inscrição para a escolha de novos bolsistas. São 20 vagas e um auxílio de R$ 2,5 mil durante dez meses.
‘‘A bolsa tem que ser investida na preparação do candidato’’, alerta o embaixador João Almino, diretor do Instituto Rio Branco, entidade responsável pela seleção de diplomatas. A fiscalização fica por conta do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq). O bolsista tem que apresentar um cronograma de estudo à instituição que acompanha o cumprimento das metas por meio de relatórios.
Além de se definir afro-descendente, o interessado em disputar as bolsas tem que ter concluído um curso superior ou estar cursando o último ano da faculdade. Para o embaixador João Almino, o programa é uma eficiente maneira de amenizar um problema estrutural do país.‘‘Temos 45% da população afro-descendente e um pouco mais de 10 diplomatas que se consideram negros. Não podemos cruzar os braços diante dessa situação’’, defende.
O embaixador informa que o programa de bolsas despertou o interesse dos negros pela diplomacia. No último concurso, das 6 mil pessoas inscritas, 600 se declararam afro-descendentes. As seleções anteriores tiveram cerca de 300 negros inscritos. A baiana Jamile Cardoso, de 23 anos, é uma das candidatas ao Itamaraty. A publicitária se mudou para Brasília disposta a virar embaixadora. ‘‘Já que somos um país multicultural, quero contribuir para essa imagem’’, diz.
Jamile foi uma das bolsistas da primeira versão do programa. O dinheiro, segundo ela, lhe permitiu frequentar os melhores cursos da cidade.‘‘Não passei no concurso, mas investi maciçamente em educação por um ano’’, pondera. Ela não parou de estudar e planeja participar da próxima seleção de bolsistas.
Fonte Correio Braziliense
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