“Um dos nossos principais objetivos é restabelecer o diálogo com o movimento sindical, se é que algum dia esse relacionamento esteve estabelecido”, foi o que afirmou o vice-presidente do Banco do Brasil, Adézio de Almeida Lima, durante visita inédita à sede da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná (Fetec-Pr).
Além do vice-presidente, estiveram presentes no evento o deputado federal Paulo Bernardo e o superintendente estadual do Banco do Brasil, Edemar Mombach, que, em momento histórico, assinou a ficha de filiação com o Sindicato dos Bancários de Curitiba e a entregou nas mãos da presidente da entidade, Marisa Stédile.
A reunião serviu principalmente para discutir e esclarecer dúvidas dos bancários sobre a instalação da Central de Atendimento (Call Center) do BB em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Adézio respondeu as perguntas dos representantes dos funcionários e disse que a unificação da central de atendimento do Banco do Brasil não será um processo de terceirização do serviço. “O Call Center do BB não vai ser terceirizado, o banco é que está assumindo”, afirmou Adézio. Quando questionado sobre a saúde do trabalhador, o vice-presidente afirmou que, por ser um trabalho desgastante e que ocoasiona doenças ocupacionais, o funcionário exercerá essas funções por no máximo um ano, posteriormente sendo encaminhado para outro setor do banco. “Será uma espécie de estágio no Call Center […] com as pessoas trabalhando com saúde, vamos produzir mais” concluiu Adézio. Esta central unificada de atendimento deverá ter cerca de 3500 funcionários.
Ainda na questão da saúde, Adézio afirmou que os deficientes físicos terão preferência na contratação, pois o prédio está sendo estruturado para proporcionar o fácil acesso aos portadores de necessidades especiais.
Os bancários questionaram sobre a reformulação estatuto da Previ. “Conversamos com o Berzoine e com o Gushinken e eles afirmaram reformular o estatuto de forma democrática […] há indícios que o banco terá a maioria dos cargos do Conselho Executivo, mas o Conselho Fiscal ficará com os movimentos sindicais”, respondeu Adézio.
O presidente da Federação, Adilson Stuzata, abordou a questão das reposições das perdas salariais, que segundo ele foram políticas diferenciadas por cargos. Adézio disse que o banco está estudando a remuneração das perdas e, com a ajuda de uma empresa terceirizada, será revisado o PCS. “A política de reposição de perdas será de longa duração, mas prioritária”, concluiu Adézio.
Para a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, a reunião teve resultado positivo para os trabalhadores. “Considero que a visita foi produtiva, uma vez que obtivemos respostas objetivas e concretas sobre nossas reivindicações, como exemplo, a democratização dos estatutos da Previ, as negociações para a instalação do Call Center. Isto significa o princípio de uma nova era nas relações do movimento com a diretoria do banco”, afirmou Marisa.
O presidente da Fetec espera que com essas discussões entre os sindicatos e o Banco do Brasil, melhore as condições de trabalho. “A reunião confirma a mudança de postura da direção do BB. Esperamos que isso seja traduzido em melhores condições de trabalho para os funcionários”, ressaltou Stuzata.
Para esclarecer mais dúvidas e discutir propostas sobre a Central de Atendimento, o vice-presidente do BB disse que vai conversar com o executivo responsável pela instalação do Call Center para marcar uma reunião com os sindicalistas de Curitiba.
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Por Mhais• 23 de maio de 2003• 14:06• Sem categoria
VICE PRESIDENTE DO BB VISITA A FETEC
“Um dos nossos principais objetivos é restabelecer o diálogo com o movimento sindical, se é que algum dia esse relacionamento esteve estabelecido”, foi o que afirmou o vice-presidente do Banco do Brasil, Adézio de Almeida Lima, durante visita inédita à sede da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná (Fetec-Pr).
Além do vice-presidente, estiveram presentes no evento o deputado federal Paulo Bernardo e o superintendente estadual do Banco do Brasil, Edemar Mombach, que, em momento histórico, assinou a ficha de filiação com o Sindicato dos Bancários de Curitiba e a entregou nas mãos da presidente da entidade, Marisa Stédile.
A reunião serviu principalmente para discutir e esclarecer dúvidas dos bancários sobre a instalação da Central de Atendimento (Call Center) do BB em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Adézio respondeu as perguntas dos representantes dos funcionários e disse que a unificação da central de atendimento do Banco do Brasil não será um processo de terceirização do serviço. “O Call Center do BB não vai ser terceirizado, o banco é que está assumindo”, afirmou Adézio. Quando questionado sobre a saúde do trabalhador, o vice-presidente afirmou que, por ser um trabalho desgastante e que ocoasiona doenças ocupacionais, o funcionário exercerá essas funções por no máximo um ano, posteriormente sendo encaminhado para outro setor do banco. “Será uma espécie de estágio no Call Center […] com as pessoas trabalhando com saúde, vamos produzir mais” concluiu Adézio. Esta central unificada de atendimento deverá ter cerca de 3500 funcionários.
Ainda na questão da saúde, Adézio afirmou que os deficientes físicos terão preferência na contratação, pois o prédio está sendo estruturado para proporcionar o fácil acesso aos portadores de necessidades especiais.
Os bancários questionaram sobre a reformulação estatuto da Previ. “Conversamos com o Berzoine e com o Gushinken e eles afirmaram reformular o estatuto de forma democrática […] há indícios que o banco terá a maioria dos cargos do Conselho Executivo, mas o Conselho Fiscal ficará com os movimentos sindicais”, respondeu Adézio.
O presidente da Federação, Adilson Stuzata, abordou a questão das reposições das perdas salariais, que segundo ele foram políticas diferenciadas por cargos. Adézio disse que o banco está estudando a remuneração das perdas e, com a ajuda de uma empresa terceirizada, será revisado o PCS. “A política de reposição de perdas será de longa duração, mas prioritária”, concluiu Adézio.
Para a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, a reunião teve resultado positivo para os trabalhadores. “Considero que a visita foi produtiva, uma vez que obtivemos respostas objetivas e concretas sobre nossas reivindicações, como exemplo, a democratização dos estatutos da Previ, as negociações para a instalação do Call Center. Isto significa o princípio de uma nova era nas relações do movimento com a diretoria do banco”, afirmou Marisa.
O presidente da Fetec espera que com essas discussões entre os sindicatos e o Banco do Brasil, melhore as condições de trabalho. “A reunião confirma a mudança de postura da direção do BB. Esperamos que isso seja traduzido em melhores condições de trabalho para os funcionários”, ressaltou Stuzata.
Para esclarecer mais dúvidas e discutir propostas sobre a Central de Atendimento, o vice-presidente do BB disse que vai conversar com o executivo responsável pela instalação do Call Center para marcar uma reunião com os sindicalistas de Curitiba.
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