A instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado está sendo considerada inevitável pelo Palácio do Planalto, que resolveu tomar a frente do processo indicando deputados de sua confiança para controlar a investigação.
O principal tema da investigação são os US$ 30 bilhões que saíram do país de forma irregular durante a segunda metade da década de 90, através do Banestado.
Durante à tarde de ontem foi quase acertado que o presidente da CPI deverá ser o deputado Custódio Mattos (PSDB-MG), ligado ao governador Aécio Neves, e a relatoria será entregue ao deputado José Mentor (PT-SP), que goza de plena confiança do ministro da Casa Civil, José Dirceu.
De acordo com apuração da Folha de São Paulo, a decisão de instalar a CPI do Banestado foi tomada nos quatro últimos dias. José Dirceu entrou em contato com dirigentes petistas e tucanos para fazer acertar todos os detalhes.
Com 24 integrantes, a CPI pode ser instalada após a indicação de 13 membros. PT, PMDB e PSB indicam oito. Caso os líderes se recusem a fazer as indicações, o presidente da Câmara, João Paulo, pode fazê-las.
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