Durante a audiência de ontem da CPI do Banestado na Assembléia Legislativa, o delegado José Francisco Castilho Neto e o perito Renato Rodrigues Barbosa, integrantes da Polícia Federal e da força-tarefa nacional que investiga a lavagem de dinheiro no país, alertaram os deputados que compõem a comissão sobre um novo esquema de lavagem de dinheiro que passa pelo Paraná, que já está pronto e vai substituir o antigo, que utilizou as contas CC-5 do Banestado.
Além disso, os policiais pediram aos deputados que examinem minuciosamente a carteira da antiga agência do Banestado nas ilhas Cayman. Segundo eles, lá estariam camuflados empréstimos ilícitos que geraram grandes prejuízos ao banco e ao estado. As informações sobre o mapeamento da corrupção no Brasil estão disponíveis nos laudos produzidos pela força-tarefa desde a “Operação Macuco” até o de número 6751, que estão em Curitiba e deverão ser requisitados pela CPI.
Também na sessão de ontem, a comissão parlamentar de inquérito aprovou o pedido de quebra de sigilo dessa documentação e o envio de interpelação ao Banco Central que questiona a não intervenção da instituição no Banco do Estado do Paraná em 1997, já que, segundo o relatório do próprio Banestado, a contabilidade do banco estava sendo manipulada.
FETEC-PR, com informações do jornal O Estado do Paraná
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