– Seeb PE – 02/07/2003
(Recife) O Sindicato dos Bancários de Pernambuco obteve o primeiro caso de reintegração de lesionados no HSBC, sem ter que recorrer à Justiça. As negociações foram difíceis e se estenderam durante mais de 90 dias. Mas o resultado valeu a pena.
Valdomiro Ximenez de Araújo, com 23 anos de banco, foi demitido em março deste ano. Procurado pelo diretor do Sindicato, Allan Patrício, ele se queixou de dores nos punhos e ombros. Encaminhado para as clínicas e laboratórios, o resultado dos exames constatou a tendinite.
O Sindicato não homologou a demissão. Procurou a diretoria do banco, que concordou em suspender o processo de demissão enquanto fazia exames complementares. “Mas como a gente já sabe como funcionam estes exames e previa o resultado negativo, emitimos a CAT e encaminhamos ao INSS, que reconheceu a doença como acidente de trabalho”, diz Allan. Depois de 92 dias, o banco informou o resultado dos exames: negativo, como previsto. O Sindicato enviou o laudo do INSS, mas a empresa insistiu na demissão. Afirmou que, se o Sindicato não homologasse, procuraria a Delegacia Regional do Trabalho – DRT.
Negociação vitoriosa – Sindicato se antecipou. Procurou a DRT e marcou uma rodada de negociação no dia 11 de junho. “O advogado do banco chegou a afirmar que era uma doença que se curava com aspirina. Mas o próprio médico da DRT alegou que não dava para discutir sem a presença do médico do banco, pois o advogado não tinha conhecimento técnico sobre o assunto”, lembra Allan. A negociação foi remarcada para o dia 27 de junho.
Antes disso, no dia 12, Allan ligou para o diretor de Relações Sindicais da empresa, Gilmar Lepchak, e conversou sobre o caso. Na tarde do mesmo dia, o diretor retornou dizendo que a demissão estava suspensa. “Este caso abre precedente para o reconhecimento das doenças de trabalho no banco. E ajudou a aproximar os bancários do Sindicato. As pessoas tem que perceber que não podem ficar esperando a demissão para iniciar tratamento de lesões e obter seus direitos como lesionados”, afirma Allan.
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Por Mhais• 3 de julho de 2003• 00:38• Sem categoria
SEEB PERNAMBUCO CONSEGUE REINTEGRAÇÃO INÉDITA NO HSBC
– Seeb PE – 02/07/2003
(Recife) O Sindicato dos Bancários de Pernambuco obteve o primeiro caso de reintegração de lesionados no HSBC, sem ter que recorrer à Justiça. As negociações foram difíceis e se estenderam durante mais de 90 dias. Mas o resultado valeu a pena.
Valdomiro Ximenez de Araújo, com 23 anos de banco, foi demitido em março deste ano. Procurado pelo diretor do Sindicato, Allan Patrício, ele se queixou de dores nos punhos e ombros. Encaminhado para as clínicas e laboratórios, o resultado dos exames constatou a tendinite.
O Sindicato não homologou a demissão. Procurou a diretoria do banco, que concordou em suspender o processo de demissão enquanto fazia exames complementares. “Mas como a gente já sabe como funcionam estes exames e previa o resultado negativo, emitimos a CAT e encaminhamos ao INSS, que reconheceu a doença como acidente de trabalho”, diz Allan. Depois de 92 dias, o banco informou o resultado dos exames: negativo, como previsto. O Sindicato enviou o laudo do INSS, mas a empresa insistiu na demissão. Afirmou que, se o Sindicato não homologasse, procuraria a Delegacia Regional do Trabalho – DRT.
Negociação vitoriosa – Sindicato se antecipou. Procurou a DRT e marcou uma rodada de negociação no dia 11 de junho. “O advogado do banco chegou a afirmar que era uma doença que se curava com aspirina. Mas o próprio médico da DRT alegou que não dava para discutir sem a presença do médico do banco, pois o advogado não tinha conhecimento técnico sobre o assunto”, lembra Allan. A negociação foi remarcada para o dia 27 de junho.
Antes disso, no dia 12, Allan ligou para o diretor de Relações Sindicais da empresa, Gilmar Lepchak, e conversou sobre o caso. Na tarde do mesmo dia, o diretor retornou dizendo que a demissão estava suspensa. “Este caso abre precedente para o reconhecimento das doenças de trabalho no banco. E ajudou a aproximar os bancários do Sindicato. As pessoas tem que perceber que não podem ficar esperando a demissão para iniciar tratamento de lesões e obter seus direitos como lesionados”, afirma Allan.
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