da Folha de S.Paulo
O Unibanco admitiu ontem que terá prejuízo com o programa de microempréstimos lançado pelo governo. Segundo Rogério Braga, diretor-executivo de marketing e produtos do banco, a taxa de 2% que será cobrada por mês nesses financiamentos não cobre nem os custos operacionais e de captação.
De acordo com ele, a taxa mínima que o banco consegue cobrar em operações de microfinanças e garantir uma margem mínima de lucro é 3,9%. Esse é o valor cobrado pela instituição no programa de microcrédito que desenvolveu no ano passado com o Banco Mundial.
“Provavelmente vamos perder dinheiro nesse programa, mas vamos emprestar assim mesmo porque queremos contribuir com o governo”, disse Braga à reportagem.
Segundo ele, no entanto, essa situação poderá mudar se o governo reduzir as taxa básica de juros –e, principalmente, o percentual dos compulsórios, hoje equivalente a 60% para os depósitos à vista. Isso tende a reduzir o custo de captação dos bancos. De forma geral, as instituições têm pressionado fortemente o governo para que o compulsório seja reduzido.
No projeto de microempréstimos elaborado pelo governo federal, as instituições financeiras podem liberar 2% dos depósitos presos no compulsório se optarem por emprestar esses recursos a pequenos empreendedores. Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil oferecerão oficialmente essas linhas de crédito. Para os demais bancos, a decisão é opcional.
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Por Mhais• 3 de julho de 2003• 10:13• Sem categoria
UNIBANCO DIZ QUE VAI PERDER DINHEIRO COM CRÉDITO A BAIXA RENDA
da Folha de S.Paulo
O Unibanco admitiu ontem que terá prejuízo com o programa de microempréstimos lançado pelo governo. Segundo Rogério Braga, diretor-executivo de marketing e produtos do banco, a taxa de 2% que será cobrada por mês nesses financiamentos não cobre nem os custos operacionais e de captação.
De acordo com ele, a taxa mínima que o banco consegue cobrar em operações de microfinanças e garantir uma margem mínima de lucro é 3,9%. Esse é o valor cobrado pela instituição no programa de microcrédito que desenvolveu no ano passado com o Banco Mundial.
“Provavelmente vamos perder dinheiro nesse programa, mas vamos emprestar assim mesmo porque queremos contribuir com o governo”, disse Braga à reportagem.
Segundo ele, no entanto, essa situação poderá mudar se o governo reduzir as taxa básica de juros –e, principalmente, o percentual dos compulsórios, hoje equivalente a 60% para os depósitos à vista. Isso tende a reduzir o custo de captação dos bancos. De forma geral, as instituições têm pressionado fortemente o governo para que o compulsório seja reduzido.
No projeto de microempréstimos elaborado pelo governo federal, as instituições financeiras podem liberar 2% dos depósitos presos no compulsório se optarem por emprestar esses recursos a pequenos empreendedores. Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil oferecerão oficialmente essas linhas de crédito. Para os demais bancos, a decisão é opcional.
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