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CAIXA JÁ VENDE FUNDO PARA FINANCIAR IMÓVEL

A Caixa Econômica Federal colocou o bloco na rua para vender o primeiro fundo de investimento do mercado nos moldes do Programa de Incentivo à Implementação de Projetos de Interesse Social (PIPS), criado no fim do mês passado pelo governo federal para financiar projetos de interesse social. O Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), conhecido como fundo de recebíveis, Caixa Brasil Construir vai financiar a construção de um conjunto habitacional para os funcionários públicos de São Paulo. A CEF está estruturando outros dois fundos, um em parceria com a prefeitura de Minas Gerais e o outro com o governo do Rio Grande do Norte.
Apesar da engenharia financeira que envolve esse tipo de fundo, o objetivo da Caixa é vender as cotas nas agências, para pequenos investidores. Segundo Wilson Risolia, vice-presidente da Caixa, pelo prazo longo de duração do fundo (15 anos), se assemelha a um investimento em previdência. Exatamente para conquistar as faixas mais baixas de clientes do banco, a aplicação mínima é R$ 100 e a taxa de administração ainda não está definida, mas Risolia garante que será uma das mais baixas do mercado. “Quanto mais varejo melhor”, disse Risolia durante o lançamento do fundo, na Bovespa.
O dinheiro aplicado pelos cotistas vai financiar a construção do projeto habitacional. Num primeiro momento, os recursos captados serão 100% aplicados em títulos públicos. À medida que a obra andar, o dinheiro será usado no projeto.
Os recebíveis (pagamentos feitos pelo comprador do imóvel) só entram como lastro do fundo depois do projeto pronto (15 meses depois do início da obra), já que o morador começa a pagar as prestações depois que recebe a chave do imóvel. No período em que o fundo vender os títulos públicos para financiar a obra e ainda não tiver lastro nos recebíveis, as cotas devem cair. “A cota fará o movimento de um U”, diz Risolia.
O tomador deve pagar pelo crédito uma taxa entre 10% a 12% ao ano acima da inflação. Descontando a taxa de administração, o retorno do cotista deve ficar na casa dos 9,5% + INPC, que deve ser o índice de preços usado no financiamento do imóvel.
O fundo é fechado, com duração de 15 anos, que é o prazo máximo de financiamento dos imóveis, e as cotas negociadas na Sociedade Operadora do Mercado de Acesso (Soma). O banco poderá comprar até 30% das cotas, com recursos do Tesouro, que também vai subsidiar a diferença entre o retorno do fundo e a Selic. Para este ano, o Tesouro reservou R$ 150 milhões para esse fim. (DC)
Fonte: Valor Econômico

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CAIXA JÁ VENDE FUNDO PARA FINANCIAR IMÓVEL

A Caixa Econômica Federal colocou o bloco na rua para vender o primeiro fundo de investimento do mercado nos moldes do Programa de Incentivo à Implementação de Projetos de Interesse Social (PIPS), criado no fim do mês passado pelo governo federal para financiar projetos de interesse social. O Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), conhecido como fundo de recebíveis, Caixa Brasil Construir vai financiar a construção de um conjunto habitacional para os funcionários públicos de São Paulo. A CEF está estruturando outros dois fundos, um em parceria com a prefeitura de Minas Gerais e o outro com o governo do Rio Grande do Norte.

Apesar da engenharia financeira que envolve esse tipo de fundo, o objetivo da Caixa é vender as cotas nas agências, para pequenos investidores. Segundo Wilson Risolia, vice-presidente da Caixa, pelo prazo longo de duração do fundo (15 anos), se assemelha a um investimento em previdência. Exatamente para conquistar as faixas mais baixas de clientes do banco, a aplicação mínima é R$ 100 e a taxa de administração ainda não está definida, mas Risolia garante que será uma das mais baixas do mercado. “Quanto mais varejo melhor”, disse Risolia durante o lançamento do fundo, na Bovespa.

O dinheiro aplicado pelos cotistas vai financiar a construção do projeto habitacional. Num primeiro momento, os recursos captados serão 100% aplicados em títulos públicos. À medida que a obra andar, o dinheiro será usado no projeto.

Os recebíveis (pagamentos feitos pelo comprador do imóvel) só entram como lastro do fundo depois do projeto pronto (15 meses depois do início da obra), já que o morador começa a pagar as prestações depois que recebe a chave do imóvel. No período em que o fundo vender os títulos públicos para financiar a obra e ainda não tiver lastro nos recebíveis, as cotas devem cair. “A cota fará o movimento de um U”, diz Risolia.

O tomador deve pagar pelo crédito uma taxa entre 10% a 12% ao ano acima da inflação. Descontando a taxa de administração, o retorno do cotista deve ficar na casa dos 9,5% + INPC, que deve ser o índice de preços usado no financiamento do imóvel.

O fundo é fechado, com duração de 15 anos, que é o prazo máximo de financiamento dos imóveis, e as cotas negociadas na Sociedade Operadora do Mercado de Acesso (Soma). O banco poderá comprar até 30% das cotas, com recursos do Tesouro, que também vai subsidiar a diferença entre o retorno do fundo e a Selic. Para este ano, o Tesouro reservou R$ 150 milhões para esse fim. (DC)

Fonte: Valor Econômico

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