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ATÉ O FIM DO ANO, 130 COOPERATIVAS DE CRÉDITO DEVEM NASCER NO PAÍS

O mercado de cooperativas de crédito vive, graças às novas normas instituídas em junho pelo Banco Central (BC), uma perspectiva de crescimento histórico entre o fim de 2003 e o início de 2004. Hoje, são cerca de 1,4 mil cooperativas em funcionamento no Brasil, que concentram R$ 5,1 bilhões em depósitos e atendem 1,6 milhão de associados. Somente nos próximos meses, segundo o chefe do departamento de organização do sistema financeiro do BC, Luiz Edson Feltrin, devem ser abertas 130 novas cooperativas.
Mas há estimativas ainda mais ambiciosas de crescimento. O Sistema Siscoob, que movimenta R$ 1,9 bilhão em depósitos no país, pretende ao menos dobrar sua atuação no Paraná até o fim do ano. Atualmente, são oito cooperativas associadas, número que deve ficar entre 15 e 18 até o fim do ano. Segundo o presidente do Siscoob no Paraná, Luiz Ajita, as cooperativas representam somente 1,5% da movimentação financeira do país. “Mas temos potencial para algo entre 10% e 20%”, comenta. Na Alemanha, por exemplo, a participação é de 13%.
Feltrin diz que o aumento da participação das cooperativas de crédito na economia vai acarretar uma redução de juros também dos bancos, que já perceberam a importância de oferecer microcrédito. O diretor do BC afirma que outras medidas provisórias podem ser assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até o fim do ano e também devem colaborar para a queda dos juros no país.
Segundo ele, as medidas garantirão ao sistema financeiro mais facilidade na recuperação de bens em caso de inadimplência. “Quando o banco pode reaver o dinheiro de alguma maneira, a concessão dos emprésimos fica mais fácil’, frisa. Feltrin informa que as mudanças na legislação vão aumentar a oferta de financiamentos de casas, por exemplo.
Exemplo alemão
O diretor da Confederação Alemã das Cooperativas para a América Latina, Matthias Arzbach, esteve ontem em Curitiba para contar as experiências do país na formação de cooperativas de crédito. Hoje, existem na Alemanha cerca de 1.400 instituições do gênero, que concentram depósitos de 740 milhões de euros, cerca de 13% dos 5,5 bilhões aplicados no sistema financeiro do país.
De acordo com Arzbach, as mudanças implementadas no sistema brasileiro, que permitem a associação de cooperativas por região, e não somente por ramo de atividade, fazem com que o modelo nacional se aproxime do alemão. “Na Alemanha, qualquer pessoa pode movimentar uma conta em uma cooperativa de crédito, desde que seja a opção mais conveniente para ela”, informa. Ele comenta também que, em seu país, as taxas de juros dos bancos privados e das cooperativas são bastante parecidas.
Fonte Gazeta do Povo
Fernando Scheller

Por 13:37 Sem categoria

ATÉ O FIM DO ANO, 130 COOPERATIVAS DE CRÉDITO DEVEM NASCER NO PAÍS

O mercado de cooperativas de crédito vive, graças às novas normas instituídas em junho pelo Banco Central (BC), uma perspectiva de crescimento histórico entre o fim de 2003 e o início de 2004. Hoje, são cerca de 1,4 mil cooperativas em funcionamento no Brasil, que concentram R$ 5,1 bilhões em depósitos e atendem 1,6 milhão de associados. Somente nos próximos meses, segundo o chefe do departamento de organização do sistema financeiro do BC, Luiz Edson Feltrin, devem ser abertas 130 novas cooperativas.

Mas há estimativas ainda mais ambiciosas de crescimento. O Sistema Siscoob, que movimenta R$ 1,9 bilhão em depósitos no país, pretende ao menos dobrar sua atuação no Paraná até o fim do ano. Atualmente, são oito cooperativas associadas, número que deve ficar entre 15 e 18 até o fim do ano. Segundo o presidente do Siscoob no Paraná, Luiz Ajita, as cooperativas representam somente 1,5% da movimentação financeira do país. “Mas temos potencial para algo entre 10% e 20%”, comenta. Na Alemanha, por exemplo, a participação é de 13%.

Feltrin diz que o aumento da participação das cooperativas de crédito na economia vai acarretar uma redução de juros também dos bancos, que já perceberam a importância de oferecer microcrédito. O diretor do BC afirma que outras medidas provisórias podem ser assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até o fim do ano e também devem colaborar para a queda dos juros no país.

Segundo ele, as medidas garantirão ao sistema financeiro mais facilidade na recuperação de bens em caso de inadimplência. “Quando o banco pode reaver o dinheiro de alguma maneira, a concessão dos emprésimos fica mais fácil’, frisa. Feltrin informa que as mudanças na legislação vão aumentar a oferta de financiamentos de casas, por exemplo.

Exemplo alemão

O diretor da Confederação Alemã das Cooperativas para a América Latina, Matthias Arzbach, esteve ontem em Curitiba para contar as experiências do país na formação de cooperativas de crédito. Hoje, existem na Alemanha cerca de 1.400 instituições do gênero, que concentram depósitos de 740 milhões de euros, cerca de 13% dos 5,5 bilhões aplicados no sistema financeiro do país.

De acordo com Arzbach, as mudanças implementadas no sistema brasileiro, que permitem a associação de cooperativas por região, e não somente por ramo de atividade, fazem com que o modelo nacional se aproxime do alemão. “Na Alemanha, qualquer pessoa pode movimentar uma conta em uma cooperativa de crédito, desde que seja a opção mais conveniente para ela”, informa. Ele comenta também que, em seu país, as taxas de juros dos bancos privados e das cooperativas são bastante parecidas.

Fonte Gazeta do Povo
Fernando Scheller

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