da Folha de S.Paulo
O Brasil não deve atingir a meta de erradicar a pobreza extrema até 2015, de acordo com o “Relatório do Desenvolvimento Humano 2003” das Nações Unidas.
“Apesar de a pobreza ter começado a cair no começo dos anos 90, isso ocorreu de modo desigual e não tão rápido para o Brasil atingir a primeira meta do Milênio”, afirma o relatório, referindo-se a uma das oito metas que constam da Declaração do Milênio, firmada por 189 países, em 2000.
Os objetivos dessa meta são reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, tanto a porcentagem de pessoas cujo rendimento é inferior a US$ 1 por dia quanto o percentual da população que sofre de fome.
O relatório afirma que, entre o final da década de 1990 e 2001, 9,9% dos brasileiros viviam com o equivalente a menos de US$ 1 por dia –valor que é medido pela paridade do poder de compra. Para que o país consiga atingir a meta, seria necessário que esse percentual caísse para 4,95% da população até 2015, o que o texto diz ser difícil com o ritmo de queda atual.
Os números, entretanto, mostram que o país pode reduzir à metade a proporção da população que sofre com a fome. De acordo com os dados, a porcentagem de desnutridos no Brasil caiu de 13% para 10%, entre 1990 e 2001, tornando possível a meta de 7% da população até 2015.
Segundo o relatório de 2003, o Brasil alterna performances acima da média em alguns indicadores e desempenho bastante preocupante em outros, igualando-se a países da África que precisam dar “alta prioridade” a alguns dos indicadores para atingir as metas.
Saneamento básico é um dos destaques ruins para o Brasil: em 1990, 71% da população tinha acesso a saneamento; em 2001, esse número passou para 76%. A meta é de 86% em 2015. O mesmo ocorre com o acesso à água potável. A meta é de 92% em 2015, mas, entre 1990 e 2001, o acesso cresceu apenas de 83% para 87%.
O país é destaque no tratamento igual para ambos os sexos, medido pela relação entre meninos e meninas matriculados nos ensinos médio e fundamental.
No Brasil, os dados mostram que há uma proporção maior de mulheres matriculadas do que de homens, atingindo a relação de 1,03 menina para cada menino.
Dados de 2003 sobre assentos ocupados por mulheres no Legislativo mostram que o Brasil (9,1% de ocupação feminina) está atrás da Argentina (31,3%), do Paquistão (20,6%) e de Uganda (24,7%).
O país também se aproxima da meta de 100% das crianças de até 14 anos na escola. O relatório destaca que, entre 1990 e 2001, a taxa de matrícula dos jovens entre 7 e 14 anos passou de 87% para 97%.
O Brasil deve alcançar a meta na taxa de mortalidade infantil de 20 mortes de crianças até 5 anos para cada mil nascidas vivas. O número de 60 crianças para cada mil, em 1990, caiu para 36 em 2001.
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Por Mhais• 8 de julho de 2003• 09:53• Sem categoria
RELATÓRIO DIZ QUE POBREZA NÃO ACABA ATÉ 2015
da Folha de S.Paulo
O Brasil não deve atingir a meta de erradicar a pobreza extrema até 2015, de acordo com o “Relatório do Desenvolvimento Humano 2003” das Nações Unidas.
“Apesar de a pobreza ter começado a cair no começo dos anos 90, isso ocorreu de modo desigual e não tão rápido para o Brasil atingir a primeira meta do Milênio”, afirma o relatório, referindo-se a uma das oito metas que constam da Declaração do Milênio, firmada por 189 países, em 2000.
Os objetivos dessa meta são reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, tanto a porcentagem de pessoas cujo rendimento é inferior a US$ 1 por dia quanto o percentual da população que sofre de fome.
O relatório afirma que, entre o final da década de 1990 e 2001, 9,9% dos brasileiros viviam com o equivalente a menos de US$ 1 por dia –valor que é medido pela paridade do poder de compra. Para que o país consiga atingir a meta, seria necessário que esse percentual caísse para 4,95% da população até 2015, o que o texto diz ser difícil com o ritmo de queda atual.
Os números, entretanto, mostram que o país pode reduzir à metade a proporção da população que sofre com a fome. De acordo com os dados, a porcentagem de desnutridos no Brasil caiu de 13% para 10%, entre 1990 e 2001, tornando possível a meta de 7% da população até 2015.
Segundo o relatório de 2003, o Brasil alterna performances acima da média em alguns indicadores e desempenho bastante preocupante em outros, igualando-se a países da África que precisam dar “alta prioridade” a alguns dos indicadores para atingir as metas.
Saneamento básico é um dos destaques ruins para o Brasil: em 1990, 71% da população tinha acesso a saneamento; em 2001, esse número passou para 76%. A meta é de 86% em 2015. O mesmo ocorre com o acesso à água potável. A meta é de 92% em 2015, mas, entre 1990 e 2001, o acesso cresceu apenas de 83% para 87%.
O país é destaque no tratamento igual para ambos os sexos, medido pela relação entre meninos e meninas matriculados nos ensinos médio e fundamental.
No Brasil, os dados mostram que há uma proporção maior de mulheres matriculadas do que de homens, atingindo a relação de 1,03 menina para cada menino.
Dados de 2003 sobre assentos ocupados por mulheres no Legislativo mostram que o Brasil (9,1% de ocupação feminina) está atrás da Argentina (31,3%), do Paquistão (20,6%) e de Uganda (24,7%).
O país também se aproxima da meta de 100% das crianças de até 14 anos na escola. O relatório destaca que, entre 1990 e 2001, a taxa de matrícula dos jovens entre 7 e 14 anos passou de 87% para 97%.
O Brasil deve alcançar a meta na taxa de mortalidade infantil de 20 mortes de crianças até 5 anos para cada mil nascidas vivas. O número de 60 crianças para cada mil, em 1990, caiu para 36 em 2001.
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