Rio, 9/7/2003 (Agência Brasil – ABr) – O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de base para as metas de inflação do Banco Central, registrou deflação (queda nos preços) de 0,15% em junho, após uma alta de 0,61% em maio. Essa foi a primeira deflação do índice desde novembro de 1998, quando verificou-se 0,12% conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.
De acordo com técnicos do instituto, a deflação em junho foi influenciada pelo recuo nos preços dos combustíveis e dos alimentos, por causa da entrada da safra agrícola. A gasolina, com queda de 4,94%, exerceu o principal impacto individual no mês, seguida do álcool combustível, cujos preços chegaram a cair 12,14%.
Os alimentos tiveram redução de 0,34%, com destaque para o tomate (-25,02%), cebola (-21,00%), cenoura (-16,01), açúcar-cristal (-10,95%) e a batata-inglesa (-9,18%). Ainda segundo o IBGE, a queda nas cotações do dólar ao longo do ano também teria contribuído para a deflação no mês passado.
Os preços dos produtos não alimentícios caíram 0,09% e ficaram abaixo do resultado de +0,60% de maio. A maior alta neste grupo foi em vestuário, que passou de +1,14% para +1,89%, por causa da entrada da coleção de inverno no mercado.
A maior deflação ocorreu em Brasília, onde os preços caíram 0,71%. A maior alta de preços, entretanto, foi em Salvador: 0,36%. Em São Paulo houve deflação de 0,15% e no Rio de Janeiro de 0,03%. No primeiro semestre do ano, o IPCA acumula taxa de 6,64%, acima do percentual de 2,94% relativo a igual período de 2002. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 16,57%, resultado inferior aos 12 meses imediatamente anteriores (17,24%). Em junho de 2002, o IPCA foi de 0,42%.
O IPCA é calculado com base nas famílias que têm rendimento mensal entre 01 e 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas (Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Fortaleza, Curitiba, Recife, Belém e Porto Alegre), além de Goiânia e Brasília.
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Por Mhais• 9 de julho de 2003• 14:51• Sem categoria
IPCA REGISTRA PRIMEIRA DEFLAÇÃO DESDE NOVEMBRO DE 1998
Rio, 9/7/2003 (Agência Brasil – ABr) – O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de base para as metas de inflação do Banco Central, registrou deflação (queda nos preços) de 0,15% em junho, após uma alta de 0,61% em maio. Essa foi a primeira deflação do índice desde novembro de 1998, quando verificou-se 0,12% conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.
De acordo com técnicos do instituto, a deflação em junho foi influenciada pelo recuo nos preços dos combustíveis e dos alimentos, por causa da entrada da safra agrícola. A gasolina, com queda de 4,94%, exerceu o principal impacto individual no mês, seguida do álcool combustível, cujos preços chegaram a cair 12,14%.
Os alimentos tiveram redução de 0,34%, com destaque para o tomate (-25,02%), cebola (-21,00%), cenoura (-16,01), açúcar-cristal (-10,95%) e a batata-inglesa (-9,18%). Ainda segundo o IBGE, a queda nas cotações do dólar ao longo do ano também teria contribuído para a deflação no mês passado.
Os preços dos produtos não alimentícios caíram 0,09% e ficaram abaixo do resultado de +0,60% de maio. A maior alta neste grupo foi em vestuário, que passou de +1,14% para +1,89%, por causa da entrada da coleção de inverno no mercado.
A maior deflação ocorreu em Brasília, onde os preços caíram 0,71%. A maior alta de preços, entretanto, foi em Salvador: 0,36%. Em São Paulo houve deflação de 0,15% e no Rio de Janeiro de 0,03%. No primeiro semestre do ano, o IPCA acumula taxa de 6,64%, acima do percentual de 2,94% relativo a igual período de 2002. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 16,57%, resultado inferior aos 12 meses imediatamente anteriores (17,24%). Em junho de 2002, o IPCA foi de 0,42%.
O IPCA é calculado com base nas famílias que têm rendimento mensal entre 01 e 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas (Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Fortaleza, Curitiba, Recife, Belém e Porto Alegre), além de Goiânia e Brasília.
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