ROSE SASSARRÃO
da Folha Online
Os brasileiros têm agora mais um bom argumento para pedir um aumento salarial para seus chefes. Uma pesquisa feita pela consultoria Mercer Human Resource em 50 países mostra que o salário médio do brasileiro lhe proporciona um poder de compra menor que de seus colegas em países pobres como Equador, Venezuela, Colômbia, Argentina e Uruguai.
Para comparar os salários, a consultoria escolheu o cargo de gerente sênior como referência. Além disso, a consultoria criou uma cesta de produtos e serviços para verificar o real poder de consumo dos salários –e não apenas o valor líquido dos salários– nos 50 países incluídos.
O Brasil ficou na 33ª posição. O Equador alcançou a terceira posição, só perdendo para Hong Kong (1ª) e Suíça (2ª). Os Estados Unidos ficaram com o quinto lugar. Os vizinhos Uruguai e Argentina ocuparam a 7ª e 30ª colocação, respectivamente.
Estima-se que um gerente brasileiro receba por ano, em média, um valor bruto de US$ 32.506. Descontando os impostos, o pagamento cai para US$ 25.236.
O valor é até superior ao que um argentino ganha por ano (US$ 29.549 brutos e US$ 22.381 líquidos). Segundo o consultor da Mercer, Marco Santana, o argentino tem um salário entre 10 a 15% mais baixo que o brasileiro, mas o gerente acaba gastando menos para adquirir produtos e serviços no país vizinho. Com isso, seu poder de compra é maior.
É essa diferença que faz um gerente no Equador ter uma vida melhor que a de um colega alemão. O gerente do Equador ganha US$ 68.097 por ano brutos e fica com US$ 52.808, mas consegue comprar mais produtos e ter um nível de vida melhor que o alemão, que recebe US$ 103.820 por ano brutos e fica com US$ 64.351 no bolso.
Em último lugar, ficou o Vietnã, com salário anual de US$ 22.790 brutos e US$ 12.570 líquidos.
Para identificar o poder de compra dos gerentes dos 50 países, a consultoria pesquisou os salários, os impostos, as contribuições sociais e os índices do custo de vida do país. Para isso, foram analisados seis tipos de cargos gerenciais.
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Comentários
Por Mhais• 14 de julho de 2003• 09:55• Sem categoria
COLÔMBIA, PERU E EQUADOR PAGAM SALÁRIOS MELHORES QUE BRASIL
ROSE SASSARRÃO
da Folha Online
Os brasileiros têm agora mais um bom argumento para pedir um aumento salarial para seus chefes. Uma pesquisa feita pela consultoria Mercer Human Resource em 50 países mostra que o salário médio do brasileiro lhe proporciona um poder de compra menor que de seus colegas em países pobres como Equador, Venezuela, Colômbia, Argentina e Uruguai.
Para comparar os salários, a consultoria escolheu o cargo de gerente sênior como referência. Além disso, a consultoria criou uma cesta de produtos e serviços para verificar o real poder de consumo dos salários –e não apenas o valor líquido dos salários– nos 50 países incluídos.
O Brasil ficou na 33ª posição. O Equador alcançou a terceira posição, só perdendo para Hong Kong (1ª) e Suíça (2ª). Os Estados Unidos ficaram com o quinto lugar. Os vizinhos Uruguai e Argentina ocuparam a 7ª e 30ª colocação, respectivamente.
Estima-se que um gerente brasileiro receba por ano, em média, um valor bruto de US$ 32.506. Descontando os impostos, o pagamento cai para US$ 25.236.
O valor é até superior ao que um argentino ganha por ano (US$ 29.549 brutos e US$ 22.381 líquidos). Segundo o consultor da Mercer, Marco Santana, o argentino tem um salário entre 10 a 15% mais baixo que o brasileiro, mas o gerente acaba gastando menos para adquirir produtos e serviços no país vizinho. Com isso, seu poder de compra é maior.
É essa diferença que faz um gerente no Equador ter uma vida melhor que a de um colega alemão. O gerente do Equador ganha US$ 68.097 por ano brutos e fica com US$ 52.808, mas consegue comprar mais produtos e ter um nível de vida melhor que o alemão, que recebe US$ 103.820 por ano brutos e fica com US$ 64.351 no bolso.
Em último lugar, ficou o Vietnã, com salário anual de US$ 22.790 brutos e US$ 12.570 líquidos.
Para identificar o poder de compra dos gerentes dos 50 países, a consultoria pesquisou os salários, os impostos, as contribuições sociais e os índices do custo de vida do país. Para isso, foram analisados seis tipos de cargos gerenciais.
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