A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI), que está investigando a lavagem de dinheiro através das contas CC-5, vai ouvir amanhã, dia 15 de julho, a declaração do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Adylson Martins Motta. O ministro deve abordar principalmente o processo TC-928358/98, do qual foi relator. Este processo verificou a documentação referente a transferências bancárias de mesma espécie realizadas por agências do Banco Araucária, Banestado, Banco do Brasil, Bemge e Banco Real, todas da cidade de Foz do Iguaçu.
O relatório de auditoria, que gerou acórdão do Tribunal de Contas da União, afirma que o diretor da área internacional do Banco Central (BC) no período das transações, Gustavo Franco, deveria ser responsabilizado pelas irregulariedades desses procedimento. Durante a gestão de Gustavo, mais especificamente em abril de 1996, o BC emitiu uma circular que autorizava o transporte de moeda brasileira através de carros-forte de Foz do Iguaçu para Ciudad del Leste, no Paraguai. O dinheiro foi levado até o país vizinho via Ponte da Amizade.
A falta de um controle eficaz por parte das autoridades brasileiras no transporte desses valores, mostrado com clareza nos depoimentos de representantes do BC e da Secretaria da Receita Federal, propiciou os desvios desses recursos ao exterior.
A presença do ministro do TCU foi solicitada através de requerimento encaminhado pelo senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), presidente da CPI, juntamente com os deputados federais Rodrigo Maia (PFL-RJ), vice-presidente da CPI, e José Mentor (PT-SP),relator do colegiado.
Fonte: Davi S. Macedo – FETEC-PR com informações do jornal O Estado do Paraná.
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Por Mhais• 14 de julho de 2003• 12:03• Sem categoria
MINISTRO DO TCU VAI FALAR NA CPI DO BANESTADO
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI), que está investigando a lavagem de dinheiro através das contas CC-5, vai ouvir amanhã, dia 15 de julho, a declaração do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Adylson Martins Motta. O ministro deve abordar principalmente o processo TC-928358/98, do qual foi relator. Este processo verificou a documentação referente a transferências bancárias de mesma espécie realizadas por agências do Banco Araucária, Banestado, Banco do Brasil, Bemge e Banco Real, todas da cidade de Foz do Iguaçu.
O relatório de auditoria, que gerou acórdão do Tribunal de Contas da União, afirma que o diretor da área internacional do Banco Central (BC) no período das transações, Gustavo Franco, deveria ser responsabilizado pelas irregulariedades desses procedimento. Durante a gestão de Gustavo, mais especificamente em abril de 1996, o BC emitiu uma circular que autorizava o transporte de moeda brasileira através de carros-forte de Foz do Iguaçu para Ciudad del Leste, no Paraguai. O dinheiro foi levado até o país vizinho via Ponte da Amizade.
A falta de um controle eficaz por parte das autoridades brasileiras no transporte desses valores, mostrado com clareza nos depoimentos de representantes do BC e da Secretaria da Receita Federal, propiciou os desvios desses recursos ao exterior.
A presença do ministro do TCU foi solicitada através de requerimento encaminhado pelo senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), presidente da CPI, juntamente com os deputados federais Rodrigo Maia (PFL-RJ), vice-presidente da CPI, e José Mentor (PT-SP),relator do colegiado.
Fonte: Davi S. Macedo – FETEC-PR com informações do jornal O Estado do Paraná.
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