Brasília – Ao comentar as mudanças acertadas hoje pela manhã na proposta de reforma da Previdência pelos líderes da base governista, o governador de Goiás, Marcone Perillo, afirmou que os Estados não assumirão determinadas propostas por conta e risco próprios. “Os governadores não vão assumir sozinhos essas mudanças. Não queremos que os governadores fiquem com todo o ônus”, afirmou. “O momento é de apreensão, de uma certa tensão, e não temos uma resposta concreta a reivindicações históricas dos governadores”, acrescentou.
Perillo disse que desde a Constituição de 1988 os Estados e municípios perderam participação no bolo tributário. Em 1988, segundo ele, a carga tributária era de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) e hoje supera 36% do PIB e o governo federal teria aumentado a sua participação no bolo. O governador afirmou que, se fosse mantida a proposta original de reforma previdenciária encaminhada pelo governo ao Congresso, o Estado de Goiás ganharia num primeiro momento R$ 2 bilhões.
Com as alterrações acertadas com os líderes, Perillo disse que o ganho do Estado em relação à proposta original seria reduzido em R$ 600 milhões, passando para R$ 1,4 bilhão. Segundo ele, os governadores não estão pleiteando uma compensação para a aprovação das reformas. “É preciso ter muita cautela em relação ao que vamos discutir. Os governadores não podem ficar com o pincel na mão”, ponderou.
Leonêncio Nossa
Fonte O Estado de S. Paulo
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Por Mhais• 15 de julho de 2003• 18:34• Sem categoria
GOVERNADORES NÃO ASSUMIRÃO SOZINHOS AS MUDANÇAS, DIZ PERILLO
Brasília – Ao comentar as mudanças acertadas hoje pela manhã na proposta de reforma da Previdência pelos líderes da base governista, o governador de Goiás, Marcone Perillo, afirmou que os Estados não assumirão determinadas propostas por conta e risco próprios. “Os governadores não vão assumir sozinhos essas mudanças. Não queremos que os governadores fiquem com todo o ônus”, afirmou. “O momento é de apreensão, de uma certa tensão, e não temos uma resposta concreta a reivindicações históricas dos governadores”, acrescentou.
Perillo disse que desde a Constituição de 1988 os Estados e municípios perderam participação no bolo tributário. Em 1988, segundo ele, a carga tributária era de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) e hoje supera 36% do PIB e o governo federal teria aumentado a sua participação no bolo. O governador afirmou que, se fosse mantida a proposta original de reforma previdenciária encaminhada pelo governo ao Congresso, o Estado de Goiás ganharia num primeiro momento R$ 2 bilhões.
Com as alterrações acertadas com os líderes, Perillo disse que o ganho do Estado em relação à proposta original seria reduzido em R$ 600 milhões, passando para R$ 1,4 bilhão. Segundo ele, os governadores não estão pleiteando uma compensação para a aprovação das reformas. “É preciso ter muita cautela em relação ao que vamos discutir. Os governadores não podem ficar com o pincel na mão”, ponderou.
Leonêncio Nossa
Fonte O Estado de S. Paulo
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