Os líderes sindicais firmaram hoje um acordo com o relator da Reforma da Previdência, deputado José Pimentel (PT-CE), e o vice-líder do Governo, deputado Professor Luizinho (PT-SP), que prevê a apresentação de um projeto de lei com as reivindicações dos sindicatos para o sistema previdenciário que não exigem mudança constitucional.
Entre elas, estão a inclusão de 40 milhões de trabalhadores que estão fora do sistema previdenciário; a desoneração da folha de contribuição do empregador; e a redução na contribuição para quem ganha um salário mínimo. O acordo foi discutido hoje durante reunião na Câmara.
NEGOCIAÇÃO DIRETA
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, anunciou, no entanto, que a entidade quer negociar diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva as mudanças na proposta do Governo. Ele acredita que as negociações entre sindicalistas, Governo e parlamentares não avançaram.
As mudanças sugeridas à Reforma da Previdência pela base de apoio do Governo no Congresso têm, segundo ele, o apoio da CUT, mas estão longe do que quer a entidade.
Marinho disse que um provável acordo entre CUT e Governo pode acontecer a qualquer momento, e não depende do relatório do deputado José Pimentel, que deve ser apresentado à comissão especial nesta quinta-feira. “Não acredito que muita coisa será acrescentada ao relatório do deputado José Pimentel, por essa razão é necessária a conversa com o presidente da República”. Entre as propostas da CUT, está o aumento do teto de aposentadoria e pensões de R$ 2.400 para R$ 4.800.
DIÁLOGO
O relator da Reforma da Previdência disse que a busca de diálogo da CUT com o presidente Lula fortalece o Estado democrático. “Esta mesa foi constituída por solicitação da Central Única dos Trabalhadores e de outras entidades. Ela funciona de acordo com sua realidade e o Governo federal tem todo direito e toda liberdade de ouvir este ou aquele agrupamento”.
Por Márcia Brandão-Rádio Câmara e Paulo Cesar Santos/PR
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